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11 de novembro de 2020

Brechó não é a solução sustentável

 | Jornal Acontece

Seja físico, on-line, próprios ou colaborativos os brechós estão se espalhando a todo vapor por aí. Mas eles não são a solução para mostrar que somos mais sustentáveis. Ele são apenas um meio de aumentar a vida útil do produto. A responsabilidade de reduzir o impacto socioambiental negativo continua sendo meu e seu.

Percebo que muita gente se sente aliviada ao consumir um roupa nova, já que periodicamente disponibilizam suas roupas para serem usadas novamente por outras pessoas. Mas não é bem assim. Pois se continuarmos a não refletir sobre nossa forma de consumo, de não se questionar o porquê compramos e qual impacto ambiental negativo na produção das peças que usamos haverá cada vez mais roupas em circulação no planeta desnecessariamente.

A indústria têxtil é o segundo maior poluidor ambiental devido os vários processos de fabricação não sustentáveis. Além disso, a indústria da moda sempre promoveu que devemos consumir cada vez mais. O segmento fashionista criou o conceito de obsolescência programada, ou seja, o mercadoria tem vida útil menor por meio do “Fast Fashion” (moda rápida. moda passageira). Esse termo vem dos anos 70 e se consolidou na década de 90. Foi a maneira que a mídia fez para expressar a alteração cada vez mais veloz da moda por grandes empresas. Promoveu também que era chique não repetir roupas e acessórios ou que em cada estação do ano devemos renovar nosso look. Ah! O fast fashion gera 400% mais emissões de carbono do que peças comuns, segundo fontes do site Ecycle.

Atualmente diante o cenário pandêmico que estamos vivendo, o mundo da moda teve que repensar suas formas de negócio para uma gestão mais sustentável. O poder de consumo mudou e a conscientização das pessoas também. O que foi muito bom, na minha opinião.

Mas voltando a falar de brechó, eu não tenho nada contra. Ao contrário. Eu também compro e acredito ser uma das formas de prolongar o uso das roupas, dar poder de compra as pessoas de menor renda, promover o empreendedorismo, gerar empregos, movimentar a economia e estimular a sustentabilidade. Mas mesmo assim cabe a nós todos os dias repensarmos nossa forma de consumo. Será que realmente preciso comprar essa peça? Só porque está em baratinho vou comprar? Eu uso todas minhas roupas frequentemente que estão no meu guarda roupa? Eu realmente preciso ter uma variedade de roupas, sapatos e bolsas para compor looks diferentes? Ou posso aumentar o meu conhecimento e aprender a usar a mesma roupa de diferentes formas? São alguns questionamentos que devem fazer parte da nossa vida. Sempre lembrar que a vestimenta é uma ferramenta que, se usada do jeito certo, promove nossa imagem positivamente. E, quem vai te dar esse resultado positivo será o conhecimento e não o consumo. Inclusive é assim que trabalho com as minhas clientes da consultoria de imagem pessoal e é assim que eu acredito que deva ser.

Valéria Guimaraes – Consultora de Imagem

Instagram – @valeriaguimaraes_consultoria

E-mail – valeria_vcg@hotmail.com

 

 

 

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