Guarujá lança Plano de Contingência do Município

Documento estabelece um conjunto de estratégias a fim de padronizar os procedimentos e reduzir as conseqüências de um desastre

Com objetivo de preparar o município de Guarujá para situações de emergência e reduzir os danos e prejuízos decorrentes de desastres, a Secretaria Municipal de Defesa e Convivência Social (Sedecon) lançou nesta segunda-feira (9), por meio da Defesa Civil, o Plano de Contingência do Município (Plancon).

Inédito, o Plancon é fruto de um trabalho multidisciplinar que envolveu o setor público municipal, a sociedade civil organizada, empresas privadas e públicas. O documento estabelece um conjunto de estratégias a fim de padronizar, a partir da adesão dos órgãos signatários, os procedimentos relacionados ao monitoramento, alerta, alarme e resposta, incluindo as ações de socorro, ajuda humanitária e reabilitação de cenários.

De acordo com o prefeito da Cidade, Válter Suman, “a prevenção é a melhor conduta. É uma ação que precisa do engajamento de todos, afinal, moramos em uma ilha. São medidas concretas com ações iniciais e a união de forças para que possamos amenizar sofrimentos. Que Deus ilumine esta Cidade, para que não seja necessário colocá-lo em prática”, finalizou.

O estudo tem como base a Lei Federal 12.608/2012, que estabelece a Política Nacional de Defesa Civil, onde há a obrigatoriedade de que todos os municípios que possuam riscos conhecidos tenham um plano de ações para minimizá-los, e também suavizar as conseqüências de um desastre.

“O plano abrange todas as secretarias e distribui ações para que cada uma desenvolva seus planos particulares, dentro da sua área de atuação. Guarujá estará mais preparada para uma situação de emergência. Sabemos que a Cidade tem uma série de riscos tanto na área tecnológica, por conta das instalações portuárias, como da própria geografia da Cidade”, explica o diretor de Defesa Civil, Carlos Smicelato.

Ele lembra que nos últimos anos ocorreram diversos acidentes em nossa região, tanto em função da característica acidentada de nossa geografia, com períodos de chuvas intensas e suas previsíveis conseqüências nas áreas de morros, como também devido à forte participação portuária na Cidade, que compõe o maior Porto da América Latina, com seus riscos inerentes, como o acidente ocorrido em 2015 na empresa Localfrio.

Ainda de acordo com Smicelato, o Plancon é apenas o começo de uma sequência de ações que deverão ser adotadas, como planos particulares de gerenciamento e confrontamento de riscos; ações de educação e conscientização junto às comunidades mais vulneráveis; além de um chamamento de toda a municipalidade para a discussão e participação nestas medidas.

Conforme o representante do Plano de Auxílio Mútuo de Guarujá (PAMG), Leandro Pinheiro, o grupo vai expor os protocolos necessários do Plano. “Ele (Plano) vem costurar e coroar medidas necessárias em um momento crítico, pois agora temos uma administração consciente, que quis tomar a frente. Além disso, a ideia é fazer o melhor que este conjunto pode fazer, que são todas as forças da Cidade, para trabalharmos numa única direção, voltadas para uma ação emergencial no Município”.

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