Leilão de apartamentos acontece no final deste mês

No total, seis unidades serão leiloadas nos dias 22 e 24 de novembro. Leilão é contestado por moradores e associação de Cubatão e já foi pauta do Acontece em abril deste ano.

A CDHU vai leiloar seis apartamentos do Conjunto Habitacional Rubens Lara, em Cubatão, nos próximos dias 22 e 24 de novembro, em Guarulhos. As unidades que irão a leilão são de moradores com inadimplência e que não regularizaram sua situação, ativando a clausula de inadimplência existente no contrato com a companhia.

O leilão desses imóveis foi pauta da edição 915 do Acontece, em abril deste ano, quando a AUMEDS fez diversas denúncias a respeito da construção dos prédios do Conjunto Habitacional e apresentou ação no Ministério Público para suspender as ações de cobrança da dívida até que os apartamentos tivessem todos os requisitos que constam no projeto apresentado em 2008, quando iniciaram as obras.

Dentre as falhas apresentadas pelos representantes da AUMEDS, estão a falta de acessibilidade para deficientes, paredes tortas, entre outras (veja matéria completa sobre as falhas apresentadas pela Associação na Edição 915, clicando aqui).

O engenheiro e representante da AUMEDS, Jonas Silva, falou com a reportagem a respeito do leilão. “Nós estamos tentando de todas as formas impedir que moradores do bairro fiquem sem moradia. Não é possível que a CDHU tome uma atitude dessa sem ao menos considerar as ações judiciais contra ela que existem atualmente, Vamos em busca de meio jurídico para impedir esse leilão”, comentou.

Jonas Silva aproveitou também para criticar a demora da justiça no país e cobrar da CDHU o cumprimento da palavra que foi dada a Associação. “Em agosto, um perito veio até o conjunto para averiguar as denúncias que fizemos e o relatório não saiu até agora. Além disso, tivemos uma conversa com o superintendente da companhia para ajudar a regularizar a situação dos moradores. Nos foi prometido um mutirão de regularização, mas que até agora não aconteceu. É importante lembrar que esse conjunto habitacional é um projeto social e que muitos que moram ali não tem condições financeiras de arcar com a dívida, por estão desempregados. A CDHU precisa sentar para conversar com esses moradores, só com o diálogo é que uma solução justa será encontrada”, afirmou.

Ler Jornal

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