Tóquio, Seul e Washington reúnem-se para aumentar pressão sobre Pyongyang

Os representantes da Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos nas negociações para a desnuclearização da península coreana reúnem-se hoje em Tóquio para tentar aumentar a pressão sobre Pyongyang.

O encontro tem lugar numa altura de crescente receio na região perante a possibilidade apontada por especialistas de o regime de Pyongyang realizar um novo ensaio de mísseis ou mesmo um teste nuclear, por ocasião do 85.º aniversário da fundação do Exército Popular da Coreia, que se assinala hoje.

Durante a reunião, o sul-coreano Kim Hong-kyun, o japonês Kenji Kanasugi e o norte-americano Joseph Yun têm previsto discutir formas de lidar com o regime norte-coreano, que podem passar por uma maior implicação da China e reforço das sanções internacionais, afirmou o ministro-porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, em conferência de imprensa.

Espera-se que as três partes adotem uma resposta coordenada e acordem uma mensagem conjunta sobre a Coreia do Norte antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU, marcada para a próxima sexta-feira.

Este encontro trilateral é o segundo desde que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou ao poder em 20 de janeiro.

A tensão permanece em níveis máximos na região desde que, no início do mês, o regime liderado por Kim Jong-un realizou um novo teste de mísseis e Washington anunciou o envio do porta-aviões de propulsão nuclear norte-americano "Carl Vinson" para águas próximas da península coreana em resposta.

O porta-aviões norte-americano deverá aproximar-se da Coreia, a par com a sua frota de ataque, no final da semana, para realizar manobras, com a participação de Tóquio e Seul.

Na segunda-feira, Pyongyang afirmou que irá responder com "golpes mortais" a qualquer provocação por parte daquela frota.

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