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19 de outubro de 2018

Pré-estreia e Entrevista

Legalize Já: Encontro, amizade, resistência e, sobretudo, amor

Legalize Já – Amizade Nunca Morre estreia hoje (18) nos principais cinemas do país. O filme narra o encontro entre dois jovens: Luís Antônio, o Skunk, e Marcelo Maldonado, posteriormente conhecido como Marcelo D2. Ambos fundadores do grupo Planet Hemp. Sobretudo, o longa fala sobre “amor, encontro e resistência”, como comentou Ícaro Silva numa entrevista ao Epílogo durante a pré-estreia de Legalize Já no Roxy 3, em Santos.

Como o encontro entre dois jovens que vendiam camisetas e fitas cassete no centro do Rio de Janeiro para se sustentar pôde dar origem a uma das bandas mais populares do Brasil na década de 1990? O filme narra esse momento transformador na vida de Marcelo (Renato Góes) – futuramente, conhecido como Marcelo D2 – e Skunk (Ícaro Silva), que culminou na formação do Planet Hemp. Reprimidos por uma sociedade preconceituosa, os dois fizeram da música um grito de alerta e de resistência, conquistando corações e mentes de toda uma geração.

Legalize Já começa há exatos 25 anos, em 1993. Nessa época, Marcelo era ambulante de camisas estilizadas nas ruas do Leblon e Skunk se aventurava como vendedor de fitas k7. E por meio desse encontro, os diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé passam pelos temas das músicas de Planet Hemp. Preconceito, violência policial, discriminação, racismo, maconha, etc. Tudo é citado de forma orgânica e sem superficialidades ou clichês. Entretanto, essa não é a temática do filme. Legalize Já é sobre amor. A relação de amizade que dura até hoje. Ainda sobre a essência do filme. Quando perguntado sobre o tom de Legalize Já, Ícaro Silva pontua: “Eu acho que é um filme sobre amor. Eu tenho dito até que é um filme sobre família. Sobre a força de transformação do encontro e como um encontro inesperado pode mudar as nossas vidas. Ou nos colocar no trilho que sempre desejamos”.

Outro sentimento bastante forte em Legalize Já, é a de homenagear Skunk, vítima da AIDS pouco antes do primeiro EP da banda. Durante a entrevista, Ícaro Silva explica como Marcelo D2 ajudou na composição do personagem. “Eu costumo dizer que ele mora nos olhos do Marcelo. Todas as histórias que ele me contou, tudo que ele dividiu comigo, tudo que ele me falou sobre o Skunk, sobre a época dos dois como amigos, me ajudou a construir o personagem.”, explica o ator. E ele segue. “Eu acho que a maior maneira de conhecer qualquer história humana que seja, é através da contação. Até tem um registro ou outro do Skunk, foto e vídeos, mas, para mim, ele vive nos olhos do Marcelo”.

Mas, sem dúvida, a pontualidade de Legalize Já torna-o necessário. Uma história que, principalmente, empodera o lugar de fala de tantos jovens marginalizados que vivem no Brasil. Quando perguntado se a história de Skunk e Marcelo serve de inspiração para os jovens, Ícaro responde firmemente. “Eu não quero ser pretensioso, mas acho que é uma inspiração para todas as pessoas. Nós vivemos um momento muito duro no Brasil. As pessoas estão muito insatisfeitas, ansiosas e desconfortáveis. Todo mundo querendo uma mudança urgente. Baseado nisso, corremos o risco de caminhar ladeira abaixo. Então acho que precisamos falar de amor, de encontro, de resistência. Esse é um filme que fala dessas potências, então acho que é um filme bem pontual, bastante urgente e necessário para esse nosso momento”.

E, na última pergunta sobre os confrontos da Planet Hemp contra tabus da sociedade, Ícaro Silva responde e vai ainda mais além. Ele também diz respeito sobre as oportunidades quase inexistentes aos jovens marginalizados do país. “O Planet Hemp levantou muitas bandeiras e falou sobre vários tabus que são realmente hipócritas na nossa sociedade. A maconha é só um desses exemplos. Mas tudo isso, na verdade, com o objetivo de denunciar as mazelas sociais pelos quais passam os jovens brasileiros, pelas quais passam os jovens marginalizados, os jovens de periferia. E também os jovens artistas brasileiros que não têm oportunidades. Então eu acho que a história do Planet Hemp está muito ligada em como a cultura no Brasil é impedida de se desenvolver. Então digo de novo que o filme é muito pontual”, finaliza.

Homicídio de Jovens no Brasil
Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no país. Ao todo, mais de 60 mil jovens morrem. Isso coloca o Brasil como a 7ª maior taxa de homicídio de jovens do mundo. Do montante, 67,9% têm entre 15 e 19 anos e, destes, 71,5% são negros e negras. Entre a população negra assassinada, 93,4% são do sexo masculino.

Acesse Epílogo e saiba mais.

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