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09 de setembro de 2021

Aumento na exportação de carnes impulsiona indústria química

Rio de Janeiro, RJ 9/9/2021 – O Brasil tem muitas minas de rocha fosfática, mas elas não são suficientes para atender à demanda interna. Portanto, a importação de matéria-prima é obrigatória

As exportações de carne de frango, suína e bovina têm recuperado o otimismo do setor, depois do impacto da pandemia de Covid-19. De acordo com a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), houve recuo na quantidade média diária exportada de carne suína em relação a 2020, mas uma valorização de 10,85% no preço médio. Já a carne bovina apresentou alta de 2,70% na quantidade média exportada e valorização de 32,98% no preço médio. O frango também obteve bons resultados. Em comparação com o ano passado, houve aumento de 11,45% na quantidade exportada e de 26,89% no preço médio. Esse bom desempenho geral impacta positivamente, também, a indústria química.

De acordo com Marcelo Rodrigues, gerente nacional de fosfatos da Katrium Indústrias Químicas, com sede no Rio de Janeiro, o fosfato bicálcico é a principal e mais nobre fonte de fósforo utilizada na produção de ração animal – para todas as espécies e fases de criação. “Depois do cálcio, o fósforo é o macromineral com maiores concentrações no organismo animal. Na realidade, ele não existe como elemento livre, pois é muito reativo, mas na forma de fosfatos. Presente na composição do ATP (adenosina trifosfato) – que se constitui na principal forma de energia química – o fósforo é fundamental nas estruturas ósseas e dentária, além de várias outras funções metabólicas. Ou seja, trata-se de um mineral imprescindível para a vida animal”.

Rodrigues explica que os solos brasileiros, de forma geral, são pobres em fósforo – e isso inclui as pastagens, aumentando a importância da suplementação nutricional desse mineral para a produção comercial de bovinos, tanto para a produção de carne quanto de leite. Já com relação às aves e suínos, os alimentos básicos para a produção de rações são o milho e a soja – que também são pobres em fósforo. Por isso, é necessário utilizar fosfato para a complementação alimentar desses animais.

Em linhas gerais, o fosfato bicálcico geralmente é obtido pela reação de neutralização do ácido fosfórico de alta qualidade com uma fonte de cálcio, normalmente hidróxido de cálcio ou carbonato de cálcio. O ácido fosfórico, por sua vez, é o produto da reação entre rocha fosfática reativa com ácido clorídrico ou sulfúrico. “Trata-se de um processo complexo, com poucos produtores mundiais. A Katrium faz parte de um grupo industrial que integra esse reduzido número de produtores”, acrescenta Rodrigues.

Segundo o executivo, embora o Brasil tenha muitas minas de rocha fosfática, elas não são suficientes para atender à demanda interna. Portanto, a importação de produtos acabados e matérias-primas é obrigatória. Vale lembrar que a rocha fosfática também é matéria-prima para a produção dos fertilizantes fosfatados, consumidos pela agricultura em larga escala – o que justifica sua alta demanda nos mercados mundiais.

Fontes: www.avisite.com.br, www.gov.br/produtividade-e-comercio-exterior/pt-br/

https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2019/06/miner_vitam2019.pdf

Marcelo Rodrigues, gerente nacional de fosfatos da Katrium Indústrias Químicas – www.katrium.com.br

Website: http://www.katrium.com.br

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