Fale com a gente

|

Tempo

Compra: R$

Venda: R$

04 de outubro de 2021

Pesquisas mostram crescente interesse do consumidor por moda sustentável

 | Jornal Acontece

São Paulo 4/10/2021 – Com o mercado aquecido, o setor enfrenta agora o desafio para diferenciar cadeias produtivas realmente sustentáveis de ações publicitárias oportunistas

De tendência fashion a posicionamento central de marcas globais, nos últimos anos a moda sustentável alcançou patamares comerciais sem precedentes. Segundo relatório divulgado pela empresa de pesquisa Research And Markets, o crescimento mundial do setor deve passar de 6,3 bilhões de dólares em 2019 para $8,2 bilhões de dólares em 2023. Entre 2025 e 2030, esse número pode chegar a 15,2 bilhões de dólares, mostrando que investir em sustentabilidade é bom não apenas para o meio ambiente mas também para o futuro da indústria da moda.

A Economist Intelligence Unit (EIU) aponta que as buscas na internet por produtos sustentáveis tiveram crescimento de 71% nos últimos cinco anos. Englobando mais de 54 países, o estudo aponta que, no Brasil, os tuítes relacionados ao assunto aumentaram 82% no período analisado e o volume de notícias cresceu 60%.

O interesse do consumidor por esses produtos aumenta mesmo diante dos preços mais elevados da categoria. Segundo a Futuro do Comércio, pesquisa feita pela Shopify, 53% dos entrevistados afirmaram preferir produtos sustentáveis ​​e 75% se dizem dispostos a pagar mais por itens ecológicos. 

“Com o mercado aquecido, o setor enfrenta agora o desafio para diferenciar cadeias produtivas realmente sustentáveis de ações publicitárias oportunistas”, comenta Mäby Dutra, fundadora da DaCosta Verde. Baseada em Nova York, a diretora criativa de São Paulo trabalhou para uma das maiores autoridades no assunto, a designer britânica Stella McCartney. Em 2020, abriu sua própria grife com o objetivo de expandir a moda sustentável do Brasil para o mundo. Da escolha dos materiais à embalagem, passando pela ética social, a DaCosta Verde tem sua marca alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e apoio consultivo do escritório de parcerias da ONU na campanha We Are Amazônia. Na venda de cada camiseta da linha, comercializada no Brasil, Estados Unidos e, em breve, na Europa, a marca se compromete a doar cinco árvores para a floresta Amazônica, em parceria com a ONG S.O.S Amazônia.

“Para ser considerado sustentável, o produto precisa seguir normas que garantam que pessoas, comunidades e ambientes envolvidos no processo sejam cuidados e protegidos”, explica Mäby. Ela recomenda que os compradores analisem com cuidado, em especial, os materiais das roupas. “Tecidos de fibras naturais não necessariamente são sustentáveis. O algodão convencional, por exemplo, é um dos produtos mais poluentes do mundo e pode envolver trabalho escravo”, alerta. Nesse caso, o algodão orgânico certificado, especialmente os que levam o selo GOTS (Global Organic Textile Standard) é a melhor opção. 

“A moda sustentável envolve um processo complexo, mas sabemos que é possível produzir roupas com responsabilidade ambiental e social”, afirma Céline Semaan, fundadora da Slow Factory, consultora do setor. “Descubra se a marca que você está comprando tem um objetivo de longo prazo e o que faz para combater o desperdício e a redução de emissões”, ensina. “Para as marcas, recomendo a divulgação de relatórios de impacto, criando assim uma relação de transparência e confiança com o consumidor”, diz.

Website: https://www.dacostaverde.com/

Publicidade
Publicidade
NOTÍCIAS RELACIONADAS

04 de outubro de 2021

Casos de coqueluche crescem após queda de cobertura vacinal

Leia mais

04 de outubro de 2021

Verdades sobre Conversas Difíceis na Carreira.

Leia mais

04 de outubro de 2021

São Vicente abre vagas gratuitas para curso de confeitaria

Leia mais
Publicidade
Publicidade
Desenvolvido por KBRTEC

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies e os nossos Termos de Uso.