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16 de maio de 2021

Bruno Covas será enterrado em Santos onde começou sua trajetória

 | Jornal Acontece

Falecido neste domingo, aos 41 anos, o prefeito de São Paulo Bruno Covas é santista e começou sua trajetória política em Santos, colocando seu nome pela primeira vez na urna, com 24 anos. Bruno foi candidato a vice-prefeito de um nome já experiente e, até hoje, atuante na política e influente no PSDB; Raul Christiano.

Ainda jovem, mas com muita bagagem política, assumiu a prefeitura de São Paulo em 2018, após a renúncia de João Doria (PSDB), de quem era vice. Doria concorreu ao governo do Estado e foi eleito no primeiro turno. Em 2020, Covas foi reeleito prefeito da Capital, no segundo turno, com 3.169.121 votos.

Neto do governador Mário Covas foi morar, aos 15 anos com o avô, no Palácio dos Bandeirantes,  até sua morte em 3 de junho de 2001, também vítima de câncer. Quando nasceu em 1980, seu avô, deputado federal, era uma das principais lideranças do MDB, partido de oposição à Ditadura Militar, e a política nunca esteve fora de sua rotina.

E é em Santos, onde foi sepultado o avô, que Bruno Covas também será sepultado. O velório é na sede da Prefeitura de São Paulo, em cerimônia fechada, por causa da pandemia. Também haverá um cortejo aberto pela região central de São Paulo.

O sepultamento será no cemitério do Paquetá, em Santos, cidade que já está em luto oficial.

 

 

Prefeito de Cubatão

Criado aos pés do avô, desde criança Bruno acompanhava o então senador em eventos e viagens a Brasília. Covas o preparou para a política.
Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 2005 e ocupou a presidência da Juventude Tucana, até 2011.

Foi eleito deputado estadual em 2006 com 122 mil votos, reeleito em 2010 com quase o dobro 239 mil votos. Se reelegeu como o candidato mais votado para o cargo no Estado e se afastou para assumir a secretaria do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, sendo responsável pelo Programa Serra do Mar em Cubatão onde lançou, o atual prefeito Ademário Oliveira (PSDB), seu afilhado político. “Muitas ações tomadas no governo municipal foram inspiradas no que aprendi com a família Covas”, disse o prefeito, que ficou abalado com a morte do amigo e padrinho político.

Foi eleito deputado federal em 2014 com 352.708 votos, mas em 2016 deixou o Congresso ao ser eleito vice-prefeito de João Doria e, alem de vice foi secretário das Prefeituras Regionais eCasa Civil após mudanças promovidas por João Doria.

 

Vice assume definitivamente

O ex vereador Ricardo Nunes (MDB), atual vice-prefeito já estava no cargo desde o dia 3 de maio, quando Covas se afastou por 30 dias para se dedicar “integralmente” ao tratamento.

Ricardo Nunes foi vereador por dois mandatos em São Paulo, antes de se eleger como vice-prefeito em 2020.

O novo prefeito é ligado à Igreja Católica e tem contatos com empresários da zona sul da capital paulista. No passado, já fez parte das bases petista e tucana na Câmara Municipal de São Paulo.

Ainda durante a gestão de Fernando Haddad (PT), Nunes apoiou o então prefeito. Ele era o contato na Câmara da cidade que conseguia dialogar com líderes religiosos. Em 2016, ele fez lobby pela anistia e regularização de templos religiosos irregulares.

Com a eleição da chapa de João Doria (PSDB) e Bruno Covas, em 2016, Nunes mudou seu posicionamento e passou a integrar a base tucana. Em 2020, abençoado por Doria garantiu a vaga de vice-prefeito na chapa de Covas.

Conservador Nunes é crítico dos contratos de transporte público da cidade de São Paulo. Também tem interesse em um sistema de transporte público hidroviário, um projeto que apresentou quando ainda era vereador.

 

O câncer

Na semana passada, a equipe médica responsável pelo acompanhamento do prefeito Bruno Covas (PSDB), anunciou que novos sinais de agravamento de seu estado de saúde indicavam a necessidade dele passar por novas sessões de quimioterapia e imunoterapia – medicação que tem como principal função ativar o próprio sistema imune do paciente para que reconheça as células malignas e combata assim diretamente o inimigo – para tratar do câncer diagnosticado em 2019, localizado na transição entre o estômago e o esôfago, e que, à época, apresentava sinais de presença no fígado. O motivo, segundo informações divulgadas à imprensa, foi a descoberta de novos sinais de presença do tumor no corpo do político: além dos nódulos hepáticos, a doença estaria apresentando presença nos ossos.

Um dos pontos que faz-se necessário esclarecer é que os tumores agora detectados não significam que o prefeito tenha desenvolvido outros tipos de câncer, pelo contrário: eles têm relação direta com o diagnóstico feito há cerca de 18 meses. “Em muitos casos de pacientes com tumores malignos, mesmo com o tratamento, é possível que células cancerígenas se soltem do órgão original onde a doença está localizada e tentem ‘viajar’ para outra parte do corpo. Em geral, esse trajeto não dá certo e essas células são eliminadas pelo organismo, mas quando elas conseguem alcançar uma nova área e se estabilizar, acabam gerando uma multiplicação da doença e o aparecimento do câncer em outra parte do corpo. É o que denominamos metástase”, diz Renata D’Alpino é oncologista e coordenadora do grupo de tumores gastrointestinais e neuroendócrinos da Oncoclínicas.

As metástases indicam a necessidade de ajustes nas condutas terapêuticas adotadas, de acordo com as etapas evolutivas da linha de cuidado oncológica. Essas mudanças são necessárias para que o tratamento possa surtir o efeito desejado e frear o avanço do câncer. Vale, contudo, lembrar que , embora afete outros órgãos, em casos como o de Bruno Covas, os novos tumores malignos têm as mesmas características da doença inicial e, por isso, não podem ser classificados ou tratados como sendo um câncer diferente.

“De forma simplificada, quando o câncer de localizado em uma parte do corpo causa metástases em outro órgão, as células que formam o novo tumor mantêm as suas características de origem, como se fossem uma espécie de clones. Por isso, o recomendável é seguir o protocolo de tratamento convencional indicado para o tipo de tumor primário, podendo nesta situação ser recomendada quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia”, destaca a médica.

A metástase geralmente é diagnosticada por meio dos exames contínuos de acompanhamento do paciente, essenciais para que sejam tomadas medidas rápidas para dar sequência ao controle da doença. Esses testes também ajudam na escolha das abordagens a serem adotadas, que levam em conta a origem da doença, o tamanho e a extensão do tumor. “Vale sempre lembrar que o Câncer, mesmo quando tendo avançado para outras partes do corpo, pode apresentar boas respostas às terapias empregadas, assegurando qualidade de vida ao paciente mesmo quando a cura não seja possível – ainda que momentaneamente, já que ciência e a medicina evoluem a passos largos para a geração de tratamentos cada vez mais avançados visando transformar o câncer futuramente em uma doença crônica, que com os cuidados certos pode ser totalmente controlado”, explica Renata D’Alpino.

Até que esse momento tão desejado seja alcançado, todavia, sempre é preciso reforçar que as palavras-chave quando o assunto são as neoplasias malignas são prevenção e detecção precoce. Neste sentido, é possível reduzir os riscos de surgimento de inúmeros tipos de tumores a partir de hábitos alimentares saudáveis, prática de atividades físicas regulares e controle do peso. No caso dos tumores gastrointestinais, a obesidade, somada à ingestão em excesso de alimentos ultraprocessados – como salgadinhos, biscoitos, enlatados, pratos congelados, macarrão instantâneo, achocolatados, refrigerantes e bebidas com sabor artificial de frutas -, figuram entre os principais fatores que podem desencadear a doença.

Além disso, nestes quase 12 meses de pandemia no Brasil vimos despencar os números de exames de rastreio periódicos e idas para consultas de rotina para controle da saúde em geral. “O diagnóstico do câncer em estágio inicial permite possibilidades de cura em mais de 95% dos casos, percentual que cai vertiginosamente quando a descoberta acontece já em fases mais avançadas, ficando em 25%”, alerta Renata D’Alpino.

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