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Jornal Acontece

04 de setembro de 2021

Denúncia de racismo: Faculdade instaura comissão processante

 | Jornal Acontece

“É preciso combater qualquer tipo de preconceito seja ele racial, de gênero, religioso, sexual, enfim: contra quaisquer minorias. Usando das prerrogativas legais quero que o meu sofrimento contribua com esta causa, até de forma educativa: para que quem não respeita, aprenda a respeitar o próximo. Temos que mudar esta história”

 

A Universidade São Judas Tadeu – Campus Medicina Cubatão instaurou uma Comissão Processante, designada pela Portaria 01/2021, para apurar a denúncia de racismo, feita pelo estudante de medicina Thiago Fuzzati, e que teria ocorrido dentro da Faculdade de Medicina, em Cubatão. Segundo informou o denunciante, ele já indicou as testemunhas do caso para prestarem depoimento, na próxima quarta-feira, dia 8, no período da tarde. A sessão será virtual.

 

Conforme divulgado em acontecedigital, o estudante registrou Boletim de Ocorrência, denunciando crime, na última semana. Thiago já constituiu advogados para fazer a denúncia criminal e também na esfera cívil, por danos morais.
Acontece questionou a direção da faculdade sobre o ocorrido e esta se manifestou da seguinte forma:

 

‘Em atenção à solicitação do Acontece Digital, a Universidade São Judas, em primeiro plano, informa que repudia qualquer atitude discriminatória realizada contra qualquer pessoa, dentro ou fora da nossa comunidade acadêmica. Sobre o fato ocorrido ontem, a Instituição realizou o acolhimento imediato ao estudante e instaurou uma sindicância para apurar os fatos e tomar as providências cabíveis.

A instituição de ensino, na condição de formadora não só de profissionais, mas de indivíduos em sua integralidade, permanece empenhada no seu propósito de ampliar as vozes e a conscientização do tema diversidade e inclusão’.

 

O CASO

Thiago Cassio Fuzatti dos Santos, de 20 anos, registrou um boletim de ocorrência por injúria racial, alegando ter sido impedido de acessar o mesmo elevador que um colega de turma estava, dentro da faculdade de Universidade São Judas Tadeu, em Cubatão.

Ao Jornal Acontece, Thiago contou que o episódio no elevador era recorrente e que já havia sido vítima deste tipo de preconceito, por parte da mesma pessoa, em outras ocasiões relacionando sua cor a sujo e fedido.

“Estava no terceiro andar na hora do intervalo, quando fomos descer para a lanchonete. Ele estava no elevador com mais quatro pessoas e me barrou: não vai entrar aqui não, seu sujo! Foi quando eu segurei o elevador pelo sensor e falei pra ele pedir desculpas, que então eu liberaria o elevador para continuar descendo. Então ele retrucou: ‘solta logo aqui tem quatro caras para te bater’. Continuei segurando o elevador e pedi para ele se desculpar novamente. Após uns 2 minutos segurando o elevador, ele viu que eu não iria soltar, saiu do elevador e disse: ‘É Thiagão mas tu é sujo mesmo!’ e desceu a escada de emergência, sorrindo.

 

Segundo o estudante sua versão será atestada por outros estudantes que teriam presenciado o acontecimento e que já se dispuseram como testemunhas. ‘Fora do elevador tinha mais de 10 pessoas assistindo essa cena e todos ficaram revoltados”, finalizou.

 

Após o ocorrido, Thiago chamou a polícia para prendê-lo em flagrante, “Tínhamos aula das 8h ás 17h, a situação aconteceu por volta das 10h. Ele ficou sabendo que eu havia chamado a polícia e ‘fugiu’ da aula, para evitar o flagrante.”

 

Denúncia pela causa

Thiago sustentou que sua atitude é para encorajar as pessoas que sofrem com o mesmo tipo de situação, e por medo não denunciam e acabam guardando pra ti, gerando uma revolta muito grande em sí mesmo. “É preciso combater qualquer tipo de preconceito seja ele racial, de gênero, religioso, sexual, enfim contra quaisquer minorias. Temos que mudar esta hisória, e usando das prerrogativas legais quero que o meu sofrimento contribua com esta causa, até de forma educativa: para que quem não respeita, aprenda a respeitar o próximo”

 

“Quero apenas que ele não repita essas ações, não é vitimismo, mas eu tinha de tomar uma ação depois de escutar insinuações racistas me relacionando a sujo e fedido por causa da minha cor. Eu já havia relatado o que estava passando para um amigo, que é nordestino e juiz, ele me orientou a denunciar e ir em frente, pois que até ele que é juiz, passou por muitas situações semelhantes. Racismo é crime, igual roubar, traficar e quem é criminoso tem de pagar!”

 

Manifestação

Na tarde de quinta-feira, dia 2, manifestantes com cartazes e palavras de ordem se colocaram à frente da faculdade, que fica na rua São Paulo, no centro de Cubatão. Teve um manifesto oficial do Conselho da Promoção da Igualdade Racial de Cubatão e também do Educafro: alguns populares e colegas de faculdade também aderiram. Eles cobravam das autoridades e também da faculdade uma postura mais contundente diante do ocorrido, expressando a revolta diante do fato.

 

Outro Lado

O Jornal Acontece não teve acesso, nem foi procurado pela parte denunciada, mas está à disposição caso este queira se manifestar.

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