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26 de maio de 2011

O jogo do suicídio

Cubatão prepara campanha de alerta contra o jogo ‘Baleia Azul’

Ação envolverá secretarias de Saúde e Educação e orientará os jovens e os pais sobre jogos virtuais indutores de automutilações e suicídios

A Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal da Educação, está preparando uma campanha especial voltada a alertar os estudantes da rede municipal de ensino sobre os problemas relacionados ao jogo virtual Baleia Azul, fenômeno da internet que tem sido indutor de auto-mutilações e suicídios em adolescentes em todo o País.
A secretaria aguarda os resultados de uma reunião da equipe pedagógica da Secretaria de Estado da Educação,marcada para esta quinta-feira, 20, na qual foi tratada uma estratégia geral de abordagem do problema, que já causou várias vítimas no Estado de São Paulo e no País. Em Cubatão, ainda não se registrou nenhum caso que possa ser relacionado ao fenômeno Baleia Azul.

As diretrizes em nível estadual serão adotadas como base para a ação local, segundo o secretário municipal da Educação, Raul Christiano Sanchez. Ele explicou que a ação em Cubatão se desenvolverá em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e envolverá não apenas os estudantes – que receberão informes especiais e orientações dos professores – mas também os familiares, principalmente os pais.

“Sabemos que a maior parte dos casos de jovens induzidos a automutilações ou suicídios teve início nas residências, onde eles têm maior acesso à internet. Por isso, deve haver não só mais orientação aos estudantes nas escolas, mas também maior vigilância por parte da família”, disse Raul. Para ele, a campanha deve abordar não apenas o caso Baleia Azul, o mais recente, mas todos os perigos que correm crianças e adolescentes devido ao uso sem controle das redes sociais.

Os jogadores geralmente são crianças e adolescentes que, além de estarem mais suscetíveis a influências de terceiros, passam mais tempo navegando pela internet.

O jogo Baleia Azul passou a ser notado inicialmente na Rússia, em 2015, quando uma jovem de 15 anos cumpriu a última tarefa exigida pelo site e pulou do alto de um edifício. Dias depois, uma adolescente de 14 anos se atirou na frente de um trem. Os episódios fizeram as autoridades daquele país começar uma investigação que ligou os incidentes a um grupo que participava de um desafio com 50 missões.

No Brasil, na quarta-feira (19), depois de postar em sua página no Facebook a frase “a culpa é da baleia”, um adolescente de 17 anos tentou se jogar do viaduto sobre a Rodovia Marechal Rondon, em Bauru, interior paulista.

Na semana passada, uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa na região central de Vila Rica, a cerca de 1.200 km de Cuiabá. No ano passado, um garoto de 13 anos morreu após se enforcar na casa do pai, no litoral Sul de São Paulo.

Em todo o país, um em cada 10 adolescentes de 11 a 17 anos acessa conteúdo na internet sobre formas de se ferir – e um em cada 20, de se suicidar -, segundo o Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic).

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