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26 de fevereiro de 2018

Memorial da Vila Socó

‘A maior tragédia nacional não será esquecida’

Prefeito Ademário garantiu apoio à construção do memorial e também propôs a criação da ‘Semana da Vila Socó’

Ressaltando a importância de manter viva a memória da maior tragédia nacional que vitimou centenas de pessoas e que isso “não pode cair no esquecimento”, o prefeito Ademário Oliveira garantiu apoio e todo empenho de seu governo à construção do Memorial da Vila Socó. Ele pretende ainda enviar um projeto de lei à Câmara criando a Semana da Vila Socó: “Será um legado à história de Cubatão”.

Sua manifestação aconteceu no segundo dia de homenagens ao 34º aniversário do incêndio de Vila Socó, ocorrido na noite da última sexta (23) nas dependências da UME João Ramalho, durante debate realizado após a palestra do engenheiro Élio Lopes, ex-gerente da Cetesb em Cubatão. Na oportunidade, foi apresentado ao público o pré-projeto do Memorial da Vila Socó, de Alan P. Santos, a ser construído em área da antiga vila, às margens da Via Anchieta.

Ao firmar o compromisso de “tirar do papel” o projeto de construção do Memorial da Vila Socó, Ademário se emocionou, recordando o dia da tragédia em companhia da tia e dos sete irmãos, recém chegados do Nordeste: “A gente vivia na roça. Ficamos assustados, parecia o fim do mundo”. Ademário concordou que o número de vítimas do incêndio (oficialmente 93) deve ser apurado. “Toda luta é válida”, disse, renovando o apoio de seu governo à iniciativa.

Entre vários depoimentos emocionados de sobreviventes, de familiares e de amigos que foram diretamente atingidos pela tragédia, a secretária municipal de Saúde, Andrea Pinheiro, também entende que o número de vítimas oficiais não corresponde à realidade e deu seu depoimento, visivelmente abalada ao lembrar da amiga Catarina que, depois do incêndio, não voltou para a sala de aula. “A história da Vila Socó passa pela nossa vida, pelos companheiros que não voltaram à escola”.

OAB – A comissão de líderes da Vila São José que organiza as homenagens ao 34º ano da tragédia de Vila Socó pretende – com apoio da Ordem dos Advogados (OAB) de Cubatão – reabrir o processo do incêndio provocado pelo vazamento de mais de 700 mil litros de gasolina de um duto que passa sob a vila, bem como apresentar denúncia à Corte Internacional dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington (EUA).

O Ouvidor municipal, Dojival Vieira, foi indicado pelo presidente da OAB/Cubatão, André Izzi, coordenador da Comissão da Verdade no município, para monitorar a reabertura do processo da tragédia de Vila Socó.

Presenças – A mesa do debate sobre a palestra do engenheiro Élio Lopes – que claramente responsabilizou a Petrobrás pela tragédia “por erro de operação e falta de manutenção” – foi formada ainda pelo secretário de Governo, Cesar Nascimento, e pelo presidente da Sociedade de Moradores da Vila São José, Edilson Silvino, além do prefeito, do ouvidor e da secretária de Saúde.

A Petrobras justificou ausência – através do gerente de Engenharia e Suporte Técnico-Operacional, Daniel Carlos Violatti – pela impossibilidade de adequar a agenda dos porta-vozes da companhia, colocando-se à disposição para participar dos próximos encontros.

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