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26 de fevereiro de 2018

Paralisação no Porto

Estivadores podem fazer greve em março

Categoria saiu em passeata do sindicato até o Sopesp, onde foram recebidos e fizeram assembleia na rua

Os cerca de 3 mil estivadores de Santos poderão paralisar o porto em março, conforme decisão de assembleia, na manhã desta segunda-feira (26), após passeata. A categoria saiu do sindicato às 8h45, na rua dos Estivadores, e entrou na rua Amador Bueno, onde ficou liberada a faixa de ônibus. O protesto terminou às 9h30.

Eles caminharam até o sindicato patronal dos operadores portuários (Sopesp), na rua Amador Bueno, 333, onde a diretoria e uma comissão de trabalhadores foram recebidas.

Após um rápido encontro com a direção do Sopesp, quando entregaram mais uma vez suas reivindicações, os estivadores fizeram uma assembleia, onde cogitaram a greve.

O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, explicou aos trabalhadores que deu um prazo de uma semana para os operadores responderem à pauta. Segundo Nei, essa foi a segunda vez que o sindicato dos empresários recebeu o documento reivindicatório, que já havia sido entregue em dezembro, após assembleia da categoria.

Intransigência – “Temos uma alternativa para pressionar os patrões e a usaremos”, disse o sindicalista. “É a greve, nossa maior arma e força contra a intransigência”. Se o Sopesp não marcar negociações até segunda-feira (5), Nei convocará a assembleia permanente da categoria para debater a paralisação: “Não temos outra saída”.

Os estivadores reivindicam basicamente a manutenção do mercado de trabalho, o “não extermínio dos avulsos nos terminais” e melhores salários. A pauta foi aprovada em 27 de dezembro.

As negociações tratarão do regramento do trabalho a bordo e passagem do cadastro para o registro, entre outros assuntos. Nei aguarda resposta sobre a convenção e os acordos coletivos de trabalho.

Os acordos, segundo ele, definem pontos econômicos. E a convenção coletiva define regras de direitos e deveres das duas partes: “Queremos acelerar as negociações, para que não se arrastem”, diz o sindicalista.

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