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Ariadney Deodato

11 de março de 2026

24 de fevereiro: votar foi só o começo

 | Jornal Acontece
No dia 24 de fevereiro celebramos o voto feminino no Brasil.
 
 
 
 

Um marco histórico importante.

 

 
Mas pouca gente lembra das entrelinhas.
 
 
Quando o direito foi reconhecido, no governo de Getúlio Vargas, nem todas as mulheres podiam votar livremente.
Muitas precisavam ser casadas e ainda ter autorização do marido.
 
 
Ou seja: existia direito, mas ainda não existia autonomia.
O que mudou… e o que ainda falta mudar
 
 
Hoje, em pleno século XXI, a mulher:
 
Escolhe se quer casar
Escolhe com quem quer casar
Escolhe a roupa que usa
Decide o cabelo
Decide o voto
 
 

Mas até onde essa decisão é realmente livre?

 
 
Apesar das conquistas das nossas antepassadas, ainda convivemos com números altos de:
 
Feminicídio
Abuso sexual
Violência emocional
Violência patrimonial
Abuso de poder
 
 
Então essa data não é só comemoração.
É também alerta.
Quando a lei existe, mas não protege.
 
 
Existe legislação que reconhece violência sexual contra menores de 14 anos, independentemente de consentimento.
Mesmo assim, vemos casos em que a proteção falha, decisões ignoram a vulnerabilidade e a vítima fica exposta.
 
Isso mostra uma realidade dura:
 
 

direitos escritos nem sempre significam direitos garantidos.

 
 
Por isso a participação social continua necessária.
Política também é proteção!
 
Às vezes dizem que falar de política é chato.
Mas todos os dias vemos notícias de violência contra mulheres.
 
E cedo ou tarde isso atravessa alguma família filha, sobrinha, neta, amiga.
Votar não é só apertar um botão.
 
 
É decidir quem cria leis sobre nossos corpos, nossa segurança e nosso futuro.
Pesquisar candidatos, acompanhar projetos aprovados e cobrar posicionamentos faz parte da proteção coletiva.
 
 
Mulheres precisam estar onde as decisões acontecem.
Cada vez mais vemos mulheres ocupando espaços públicos e isso precisa crescer.
 
 
Não é sobre rivalidade.
É sobre representação.
 
Durante muito tempo ensinaram que mulher compete com mulher.
Mas quando mulheres participam das decisões, políticas públicas tendem a considerar realidades que antes eram ignoradas.
 
 

Para refletir

 
 
O voto feminino não foi o final de uma luta.
 
Foi o início.
Honrar essa data não é apenas lembrar do passado.
É participar do presente.
Porque, muitas vezes,
a nossa maior proteção é a nossa própria voz.
 
 
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