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Jornal Acontece

30 de agosto de 2025

Guarujá inaugura Casa Ser e reforça rede de proteção a mulheres, crianças e adolescentes

 | Jornal Acontece

Espaço passa a oferecer atendimento psicossocial humanizado, com equipe multidisciplinar e suporte de longo prazo a vítimas de violência

 

O Fundo Social de Solidariedade (FSS) inaugurou, nesta sexta-feira (29), a Casa Ser, um novo espaço voltado ao acolhimento e atendimento psicossocial de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência. Localizada na Rua João Anselmo da Rocha, 364, no Jardim Boa Esperança, em Vicente de Carvalho, a Casa Ser foi planejada para oferecer um ambiente seguro, humanizado e livre da rotina hospitalar.

O equipamento passa a concentrar todo o acompanhamento psicossocial de longo prazo, anteriormente realizado na Unidade Complexa William Rocha, que seguirá responsável pelos atendimentos clínicos imediatos, como coquetel preventivo, anticoncepcional de emergência e medicamentos antirretrovirais, quando necessário.

A nova estrutura conta com sala lúdica para acolhimento infantil, duas salas destinadas aos atendimentos psicológicos, uma sala para o serviço social e espaço administrativo para reuniões, organização de arquivos e discussão de casos pela equipe técnica.

 

Equipe multidisciplinar

Com uma equipe multidisciplinar, a Casa Ser realizará atendimentos individuais, terapias em grupo e articulação com outros serviços da rede de proteção. O equipamento também integra o Programa Reavivas, ampliando as ações de cuidado voltadas às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Município.

Para a primeira-dama e presidente do Fundo Social, Haifa Madi, a inauguração marca um avanço importante no atendimento às vítimas. “Com esta nova estrutura, queremos garantir um atendimento digno, integral e humanizado, fortalecendo a rede de atenção e proteção às mulheres, crianças e adolescentes”, destacou.

 


Suporte social

A Casa Ser não funcionará como abrigo de permanência, sendo dedicada exclusivamente ao suporte social, emocional e psicológico, sem necessidade de retorno ao ambiente hospitalar.

A assistente social Mariana Santana, especialista em direito das mulheres, reforçou a importância de oferecer suporte contínuo após a violência. “Nosso trabalho é oferecer cuidado prolongado, não apenas nas primeiras horas após a violência, mas também nos meses seguintes, quando a vítima ainda necessita de acompanhamento psicológico, social e médico”, destaca.

Mariana, entretanto, pondera que cada caso é singular. “E aqui conseguimos construir um plano terapêutico individualizado, articulando todos os serviços necessários para que a mulher, criança ou adolescente possa se reconstruir”, detalha.

Já a psicóloga Rosa Inês Marques, servidora pública com 33 anos de atuação na rede municipal, ressaltou que o espaço também fortalece a integração dos serviços públicos. “Este local vai permitir um atendimento mais visível, integrado e respeitoso. A vítima e sua família serão acolhidas sem julgamento, em um espaço preparado para articular os diversos setores da Prefeitura, garantindo que todos os serviços trabalhem em sintonia e ofereçam respostas mais completas”, explicou.

 

Fonte: PMG
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