A nova declaração de Vladimir Putin reacendeu, nesta terça-feira, o medo de uma escalada militar global. Ao rejeitar o plano de paz apresentado por Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos, o presidente russo afirmou que a Europa “não quer paz” e disparou a frase que virou alerta internacional:
“Se a Europa quiser lutar uma guerra, nós estamos prontos agora.”
ENTENDA O CASO
O plano original — elaborado pelos EUA — tinha 28 pontos, muitos deles favoráveis à Rússia, segundo Kiev e a União Europeia. Entre eles:
•cessão de um quinto do território ucraniano à Rússia;
•garantia de que a Ucrânia não entrará na OTAN;
•redução do exército ucraniano de 900 mil para 600 mil soldados.
Líderes europeus recuaram em diversos itens considerados exagerados. A versão revisada propunha:
•redução menor do efetivo para 800 mil soldados;
•nenhuma concessão territorial à Rússia.
Moscou classificou as exigências europeias como “totalmente inaceitáveis”.
CLIMA DE TENSÃO MÁXIMA
A fala de Putin ocorre no momento de maior tensão militar entre Rússia e Europa desde o início da guerra, com:
•ataques com drones;
•fronteiras pressionadas;
•mobilização militar ampliada no leste europeu.
O mundo está perto de uma 3ª Guerra Mundial?
Analistas internacionais afirmam que não há indicação imediata de um conflito global, mas:
•a retórica russa aumenta o risco de erro de cálculo;
•a Europa discute rearmamento estratégico;
•o conflito já é o maior da Europa desde a Segunda Guerra.
Ou seja: não estamos diante de uma declaração formal de guerra contra a Europa, mas sim de um aumento perigoso no tom da ameaça — o que liga o alerta mundial.