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05 de dezembro de 2025

Professores de São Vicente fazem imersão antirracista na Pequena África, no RJ

 | Jornal Acontece

Visita ao Instituto Novos Pretos reforça ações da rede municipal para valorizar história e ancestralidade africana no currículo escolar.

 

Imersão fortalece formação antirracista da rede

Professores da rede municipal de São Vicente participaram, no sábado (29), de uma imersão formativa no Instituto Novos Pretos, no Rio de Janeiro. A atividade integra o Projeto Desconstruindo Barreiras e reforça o compromisso da Secretaria de Educação com práticas pedagógicas antirracistas, alinhadas à Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira nas escolas.

A visita também compôs a programação do Mês da Consciência Negra, ampliando debates sobre identidade, ancestralidade e combate ao racismo dentro e fora do ambiente escolar.

 

Percurso “Herança Africana” aprofunda entendimento histórico

Durante a imersão, o grupo percorreu o trajeto conhecido como “Herança Africana”, no qual educadores tiveram contato com espaços que evidenciam a presença africana no Rio de Janeiro e o apagamento histórico vivido pela população negra no Brasil.

Segundo a Secretaria de Educação, compreender esse processo é essencial para fortalecer políticas públicas que valorizem saberes historicamente invisibilizados e contribuam para reparar desigualdades sociais.

 

Mobilização voluntária reúne 45 participantes

A atividade reuniu 45 participantes, entre educadores, profissionais de cidades vizinhas e familiares, que se organizaram espontaneamente para custear a viagem. O engajamento demonstra o interesse da comunidade escolar em aprofundar o estudo da história africana no território brasileiro.

 

Depoimentos reforçam impacto pedagógico

A diretora da unidade, Eugênia Chelini, destacou o caráter transformador da experiência:

“A educação vai além dos muros da escola. Vivenciar a Pequena África, algo que antes conhecíamos só pelos livros, foi transformador e mostrou a riqueza da nossa história.”

Para Patrícia Ramos, assistente de direção e responsável pela organização, o momento foi único:

“Foi mágico. A aceitação foi enorme e os colegas já pedem que repitamos a experiência em 2026.”

A educadora Cristiane Tavares reforçou a importância da formação histórica:

“Esse momento contribui para a libertação e entendimento da necessidade de falarmos cada vez mais desse triste capítulo da humanidade.”

A secretária de Educação, Michelle Melo Paraguai, também avaliou a imersão como essencial para uma educação representativa:

“Precisamos enfrentar o apagamento da verdadeira história e valorizar saberes silenciados por tanto tempo. Essa vivência reforça o compromisso com uma educação que conte a história de todos os brasileiros.”

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