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Jornal Acontece

10 de janeiro de 2026

Heteroflexível é a sexualidade que mais cresce no mundo

 | Jornal Acontece

Um relatório divulgado em 2025 por um aplicativo internacional de relacionamentos revelou que a heteroflexibilidade foi a identidade sexual que mais cresceu no último ano, com um aumento de 193% nos registros. O estudo mostra que a sexualidade está cada vez mais dinâmica e menos fixa, especialmente entre os jovens adultos, refletindo mudanças culturais no modo como as pessoas se percebem e se relacionam.

 

O que é ser heteroflexível?

Termos como “bi curioso”, “bi de festinha” e “heteroflexível” vêm ganhando espaço nas conversas sobre identidade sexual. A heteroflexibilidade descreve pessoas que se identificam majoritariamente como heterossexuais, mas que se permitem experimentar ou sentir atração em situações específicas fora desse padrão.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo levantamento, essa tendência aponta para uma sexualidade cada vez mais fluida, em que indivíduos exploram os limites entre identidades tradicionais sem necessariamente abandonar rótulos anteriores.

 

Quem mais se identifica como heteroflexível

O relatório mostra que os millennials lideram esse crescimento e representam 65% das pessoas que se declaram heteroflexíveis. Na sequência aparecem:

  • Geração Z: 18%

  • Geração X: 15,5%

Os dados indicam que as gerações mais jovens têm maior abertura para experimentar e redefinir padrões de identidade sexual.

 

Curiosidade passa a ser vista como algo normal

Para Luke Brunning, professor de Ética Aplicada da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e um dos líderes do estudo, o avanço da heteroflexibilidade reflete uma mudança cultural.

“O crescimento sugere que a curiosidade está se tornando culturalmente aceitável, especialmente entre os mais jovens. A sexualidade deixa de ser vista como algo rígido e passa a ser compreendida como uma experiência pessoal e em constante transformação”, afirmou.

 

Sexualidade mais dinâmica e menos rotulada

Os pesquisadores ressaltam que os dados apontam para um cenário em que a sexualidade não é mais entendida como fixa ao longo da vida. Em vez disso, as pessoas passam a experimentar novas possibilidades dentro e fora das identidades já conhecidas, sem a necessidade de enquadramento em definições rígidas.

Essa transformação acompanha mudanças sociais, culturais e tecnológicas, especialmente impulsionadas pelas plataformas digitais de relacionamento.

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