No dia 24 de fevereiro celebramos o voto feminino no Brasil.
Um marco histórico importante.
Mas pouca gente lembra das entrelinhas.
Quando o direito foi reconhecido, no governo de Getúlio Vargas, nem todas as mulheres podiam votar livremente.
Muitas precisavam ser casadas e ainda ter autorização do marido.
Ou seja: existia direito, mas ainda não existia autonomia.
O que mudou… e o que ainda falta mudar
Hoje, em pleno século XXI, a mulher:
Escolhe se quer casar
Escolhe com quem quer casar
Escolhe a roupa que usa
Decide o cabelo
Decide o voto
Mas até onde essa decisão é realmente livre?
Apesar das conquistas das nossas antepassadas, ainda convivemos com números altos de:
Feminicídio
Abuso sexual
Violência emocional
Violência patrimonial
Abuso de poder
Então essa data não é só comemoração.
É também alerta.
Quando a lei existe, mas não protege.
Existe legislação que reconhece violência sexual contra menores de 14 anos, independentemente de consentimento.
Mesmo assim, vemos casos em que a proteção falha, decisões ignoram a vulnerabilidade e a vítima fica exposta.
Isso mostra uma realidade dura:
direitos escritos nem sempre significam direitos garantidos.
Por isso a participação social continua necessária.
Política também é proteção!
Às vezes dizem que falar de política é chato.
Mas todos os dias vemos notícias de violência contra mulheres.
E cedo ou tarde isso atravessa alguma família filha, sobrinha, neta, amiga.
Votar não é só apertar um botão.
É decidir quem cria leis sobre nossos corpos, nossa segurança e nosso futuro.
Pesquisar candidatos, acompanhar projetos aprovados e cobrar posicionamentos faz parte da proteção coletiva.
Mulheres precisam estar onde as decisões acontecem.
Cada vez mais vemos mulheres ocupando espaços públicos e isso precisa crescer.
Não é sobre rivalidade.
É sobre representação.
Durante muito tempo ensinaram que mulher compete com mulher.
Mas quando mulheres participam das decisões, políticas públicas tendem a considerar realidades que antes eram ignoradas.
Para refletir
O voto feminino não foi o final de uma luta.
Foi o início.
Honrar essa data não é apenas lembrar do passado.
É participar do presente.
Porque, muitas vezes,
a nossa maior proteção é a nossa própria voz.