O projeto do túnel Santos–Guarujá, aguardado há mais de 100 anos na Baixada Santista, avançou mais uma etapa importante após a liberação de recursos pelo Governo de São Paulo e a assinatura do contrato da obra em 2026.
A iniciativa, considerada uma das maiores obras de infraestrutura do país, terá investimento total estimado em cerca de R$ 7 bilhões e será executada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com participação do Estado, União e iniciativa privada.
Quando as obras começam
Apesar da liberação de recursos e avanço do projeto, o cronograma mais atualizado indica que:
•2026: fase de projetos executivos, estudos e licenças
•2027: início efetivo das obras
•2031: previsão de entrega
Ou seja, o projeto já saiu do papel, mas ainda está em fase preparatória antes do início das construções.
Como será o túnel
O túnel será o primeiro do tipo imerso no Brasil — uma tecnologia inédita no país.
Principais características:
•cerca de 1,5 km de extensão
•aproximadamente 870 metros submersos
•três faixas por sentido
•espaço para VLT, ciclovia e pedestres
A travessia entre Santos e Guarujá, que hoje pode levar até uma hora, deverá ser reduzida para cerca de 5 minutos.
Impacto na Baixada e no Porto de Santos
A obra é considerada estratégica porque vai:
•reduzir a dependência das balsas
•melhorar a mobilidade urbana
•facilitar o transporte de cargas
•diminuir gargalos logísticos do Porto de Santos, o maior da América Latina
Mais de 700 mil pessoas devem ser impactadas diretamente pela nova ligação entre as cidades. 
Por que a obra é considerada histórica
O túnel Santos–Guarujá é tratado como uma das principais obras do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil por três motivos:
•é uma demanda histórica da região
•envolve tecnologia inédita no país
•terá impacto direto na economia e mobilidade
O leilão foi realizado em 2025 e teve como vencedora a empresa portuguesa Mota-Engil, responsável pela execução do projeto.
O que muda agora
Com a liberação de recursos e contrato assinado:
o projeto entra na fase técnica e de licenciamento
os próximos meses serão decisivos para destravar a obra
o início físico depende da conclusão dos projetos e autorizações