Cubatão dá um passo inédito na região e se posiciona na vanguarda da economia verde. O município será o primeiro da Baixada Santista apto a atuar no mercado estruturado de créditos de carbono, alinhado às diretrizes nacionais e internacionais de combate às mudanças climáticas.
O avanço será oficializado no próximo dia 31 de março, durante a Conferência Municipal ODS – Cubatão 2030, com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Prefeitura e o IBEDIS (Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável).
Novo ciclo: meio ambiente como ativo econômico
Com o Programa Cubatão Verde, a cidade passa a estruturar uma nova frente econômica baseada na valorização de seus ativos ambientais.
A proposta inclui:
•geração de créditos de carbono e biodiversidade
•atração de investimentos privados
•criação de novas fontes de receita
•fortalecimento da economia verde
O modelo não prevê uso de recursos públicos, sendo financiado exclusivamente por capital privado.
“Estamos estruturando um novo modelo de desenvolvimento”, diz prefeito
Para o prefeito César Nascimento, a iniciativa representa uma virada estratégica:
“Cubatão mostra que é possível transformar um passado de desafios ambientais em um futuro de oportunidades sustentáveis. Estamos estruturando um novo modelo de desenvolvimento, que gera emprego, atrai investimentos e coloca a cidade na vanguarda do mercado de carbono no Brasil.”
A declaração dialoga com uma série de avanços recentes que consolidam esse posicionamento.
Reconhecimento e certificações reforçam avanço ambiental
O protagonismo atual é sustentado por resultados concretos.
Cubatão teve renovado, neste mês, o selo internacional Tree Cities of the World, concedido a cidades que adotam boas práticas de arborização urbana e gestão ambiental.
Além disso, o município vem acumulando indicadores relevantes:
•avanço contínuo em programas de reflorestamento
•recuperação de áreas degradadas
•controle e monitoramento de emissões
•integração com metas climáticas globais
Projetos como o Cinturão Verde, com cerca de 3 milhões de metros quadrados recuperados, representam um dos maiores programas de recomposição ambiental urbana da região.
Base legal e estrutura técnica sólida
O programa está alinhado à Lei nº 15.042/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), criando um ambiente regulado e seguro para negociação de créditos de carbono.
Entre as ações estruturantes estão:
•diagnóstico técnico dos ativos ambientais
•desenvolvimento de metodologia de certificação ESG-GGA
•criação de comitê gestor com governança paritária
•captação de recursos privados
O modelo garante segurança jurídica, transparência e viabilidade econômica.
Inserção internacional e atração de investimentos
A agenda ambiental de Cubatão também ganhou dimensão internacional.
Durante a COP 30, a comitiva municipal participou de encontros com investidores e instituições estrangeiras, incluindo representantes da Alemanha e da China.
O foco foi:
•financiamento climático
•projetos de descarbonização
•atração de capital para iniciativas sustentáveis
Movimento que agora começa a se traduzir em projetos estruturados no município.
Sustentabilidade com foco social
A proposta do Programa Cubatão Verde também incorpora o conceito de justiça climática.
Os recursos gerados pela economia verde devem ser direcionados para:
•projetos habitacionais
•redução da vulnerabilidade ambiental
•melhoria da qualidade de vida
O objetivo é garantir que o desenvolvimento sustentável também produza impacto social direto.
Cubatão assume posição de liderança na Baixada
Com a implementação do programa, o município passa a ocupar uma posição estratégica:
primeira cidade da Baixada apta ao mercado de carbono
referência regional em sustentabilidade
polo emergente de investimentos verdes
A expectativa é que Cubatão passe a gerar ativos ambientais negociáveis, como os Certificados de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVEs).