Crime brutal ocorreu em 2020 e teve desfecho após anos de investigação e fuga do acusado
O Tribunal do Júri de Guarujá condenou Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, a 27 anos de prisão em regime fechado por matar a própria mãe com o objetivo de ficar com a herança.
O julgamento ocorreu na quinta-feira (16) e marca o desfecho de um dos casos mais chocantes da região nos últimos anos.
Crime foi motivado por interesse financeiro
De acordo com o Ministério Público, o crime aconteceu em 21 de dezembro de 2020, quando a vítima, Márcia Lanzane, de 44 anos, foi assassinada dentro da própria casa.
As investigações apontaram que o filho:
• Asfixiou a mãe durante uma discussão
• Agiu com premeditação
• Tinha interesse direto no patrimônio da vítima
Segundo a acusação, o réu pressionava a mãe constantemente por dinheiro e bens, além de exigir mudanças no padrão de vida da família.
Imagens do crime foram escondidas dentro de um forno
Um dos pontos mais impactantes do caso foi a tentativa de ocultação de provas.
Bruno foi condenado também por fraude processual, após tentar esconder gravações do crime:
• As imagens estavam em equipamentos de gravação
• O material foi encontrado dentro de um forno na residência
• As cenas mostram a agressão e o momento da morte
Esse elemento foi decisivo para reforçar a materialidade do crime durante o julgamento.
Réu ficou mais de 3 anos foragido
Após o crime, Bruno Eustáquio Vieira permaneceu foragido por cerca de três anos e meio, sendo localizado apenas em 2024, em Belo Horizonte.
A prisão ocorreu após familiares da vítima ajudarem a identificar seu paradeiro, contribuindo diretamente com as investigações.
Júri reconheceu crime com múltiplas qualificadoras
O Conselho de Sentença acatou a tese do Ministério Público e reconheceu que o homicídio foi:
• Por motivo torpe (interesse financeiro)
• Com asfixia
• Com recurso que impossibilitou a defesa da vítima
• Em contexto de violência doméstica (feminicídio)
A sentença foi proferida pela juíza Karine Pizzani Miranda.
Caso gerou forte comoção e impacto familiar
Durante o julgamento, foi destacado o impacto psicológico profundo causado à família.
A Justiça considerou que o crime ultrapassou o sofrimento natural do luto, gerando consequências duradouras para familiares próximos.