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Jornal Acontece

17 de abril de 2026

Jovem é condenado a 27 anos por matar a mãe para ficar com herança em Guarujá

 | Jornal Acontece
Crime brutal ocorreu em 2020 e teve desfecho após anos de investigação e fuga do acusado
 
 
O Tribunal do Júri de Guarujá condenou Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, a 27 anos de prisão em regime fechado por matar a própria mãe com o objetivo de ficar com a herança.
 
O julgamento ocorreu na quinta-feira (16) e marca o desfecho de um dos casos mais chocantes da região nos últimos anos.
 
 

Crime foi motivado por interesse financeiro

 
 
De acordo com o Ministério Público, o crime aconteceu em 21 de dezembro de 2020, quando a vítima, Márcia Lanzane, de 44 anos, foi assassinada dentro da própria casa.
 
As investigações apontaram que o filho:
 
• Asfixiou a mãe durante uma discussão
• Agiu com premeditação
• Tinha interesse direto no patrimônio da vítima
 
Segundo a acusação, o réu pressionava a mãe constantemente por dinheiro e bens, além de exigir mudanças no padrão de vida da família.  
 
 
 

Imagens do crime foram escondidas dentro de um forno

 
 
Um dos pontos mais impactantes do caso foi a tentativa de ocultação de provas.
 
Bruno foi condenado também por fraude processual, após tentar esconder gravações do crime:
 
• As imagens estavam em equipamentos de gravação
• O material foi encontrado dentro de um forno na residência
• As cenas mostram a agressão e o momento da morte
 
Esse elemento foi decisivo para reforçar a materialidade do crime durante o julgamento.  
 
 
 

Réu ficou mais de 3 anos foragido

 
 
Após o crime, Bruno Eustáquio Vieira permaneceu foragido por cerca de três anos e meio, sendo localizado apenas em 2024, em Belo Horizonte.
 
A prisão ocorreu após familiares da vítima ajudarem a identificar seu paradeiro, contribuindo diretamente com as investigações.  
 
 
 

Júri reconheceu crime com múltiplas qualificadoras

 
 
O Conselho de Sentença acatou a tese do Ministério Público e reconheceu que o homicídio foi:
 
• Por motivo torpe (interesse financeiro)
• Com asfixia
• Com recurso que impossibilitou a defesa da vítima
• Em contexto de violência doméstica (feminicídio)
 
 
A sentença foi proferida pela juíza Karine Pizzani Miranda.
 
 
 

Caso gerou forte comoção e impacto familiar

 
Durante o julgamento, foi destacado o impacto psicológico profundo causado à família.
 
A Justiça considerou que o crime ultrapassou o sofrimento natural do luto, gerando consequências duradouras para familiares próximos.  
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