03 de junho de 2026
Braskem destaca cooperativas e reciclagem em Cubatão
Artigo reforça importância da economia circular, da responsabilidade compartilhada e do fortalecimento da cadeia da reciclagem em Cubatão e na Baixada Santista
Dia da Reciclagem amplia debate sobre sustentabilidade
O Dia Nacional da Reciclagem, celebrado em 5 de junho, reacende um debate considerado essencial para o futuro ambiental e econômico do país: como fortalecer a reciclagem e consolidar a economia circular de maneira estruturada e duradoura.
Em artigo assinado por Alexandra Calixto Gioso, gerente de Relações Institucionais da Braskem Sudeste, a discussão é apresentada sob uma perspectiva prática, conectando sustentabilidade, inclusão social e desenvolvimento econômico.
Segundo a especialista, embora os avanços ambientais sejam perceptíveis, ainda existe um ponto frequentemente negligenciado: a reciclagem não acontece sozinha.
Por trás dos resíduos que retornam à cadeia produtiva existem trabalhadores, cooperativas e sistemas que garantem a coleta, triagem e destinação correta dos materiais.
Cubatão e a nova agenda ambiental
Historicamente associada ao desenvolvimento industrial brasileiro, Cubatão construiu ao longo das últimas décadas uma trajetória reconhecida de recuperação ambiental.
Esse processo transformou a cidade em símbolo da possibilidade de conciliar atividade industrial e responsabilidade ambiental.
Agora, segundo Alexandra, o município enfrenta um novo desafio: fortalecer a gestão de resíduos e consolidar uma cultura de economia circular capaz de responder às demandas ambientais contemporâneas.
A reflexão ganha relevância justamente em uma região onde indústria, porto e áreas urbanas convivem de forma intensa, tornando a gestão correta dos resíduos uma questão estratégica.
“O Dia Nacional da Reciclagem é um convite à reflexão sobre como avançar, de forma concreta, na consolidação da economia circular”, destaca o artigo.
Reciclagem depende de pessoas e cooperativas
Apesar da maior conscientização ambiental, do avanço tecnológico e da criação de metas mais robustas para gestão de resíduos, Alexandra ressalta que ainda há pouca visibilidade sobre quem sustenta essa cadeia diariamente.
As cooperativas surgem como protagonistas desse processo.
Além do impacto ambiental positivo, essas organizações exercem papel social importante ao gerar renda, ampliar oportunidades de trabalho e fortalecer a inclusão produtiva.
Segundo o texto, reciclagem não deve ser enxergada apenas como uma pauta ecológica.
Ela envolve pessoas, trabalho e desenvolvimento local.
Na Baixada Santista, esse papel se torna ainda mais estratégico.
Fortalecer cooperativas significa ampliar impactos positivos em toda a cadeia econômica e ambiental da região.
Desafios ainda dificultam avanço da cadeia
Apesar dos avanços, a cadeia da reciclagem ainda enfrenta obstáculos importantes.
Entre os desafios apontados pela especialista estão:
Infraestrutura limitada;
Acesso restrito à tecnologia;
Necessidade permanente de capacitação;
Dificuldades operacionais;
Instabilidade econômica enfrentada por cooperativas.
Esses fatores limitam a profissionalização e dificultam a consolidação de modelos sustentáveis de gestão de resíduos.
Para Alexandra, superar essas barreiras é essencial para que a reciclagem avance de maneira estruturada e eficiente.
A especialista destaca que responsabilidade ambiental exige compromisso coletivo e continuidade.
Programa SER+ busca fortalecer cooperativas
Dentro desse contexto, o artigo apresenta iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia da reciclagem.
Entre elas está o Programa SER+, criado em 2009 e ampliado nacionalmente em 2012.
A iniciativa atua na profissionalização das cooperativas e no desenvolvimento dos trabalhadores ligados à triagem de resíduos.
O trabalho envolve:
Diagnóstico operacional;
Investimentos;
Capacitação técnica;
Monitoramento;
Fortalecimento da gestão e da autonomia das cooperativas.
Os números apresentados demonstram o alcance da iniciativa:
Mais de 70 cooperativas beneficiadas no país;
Cerca de 1.200 cooperados alcançados;
Aproximadamente R$ 16 milhões investidos desde 2018;
R$ 1,8 milhão destinados em 2025;
Apoio à comercialização de 16 mil toneladas de resíduos;
Impacto direto em aproximadamente 680 catadores.
ABC Marbas integra iniciativa em Cubatão
Em Cubatão, a cooperativa ABC Marbas participa do programa desde 2018.
Segundo Alexandra, essa presença reforça a atuação contínua voltada ao fortalecimento das cooperativas locais e ao incentivo da reciclagem na região.
Outra frente considerada importante envolve o mapeamento de desafios operacionais e a aproximação entre cooperativas e recicladores.
O objetivo é reduzir intermediários, ampliar oportunidades comerciais e melhorar a sustentabilidade econômica das organizações.
Responsabilidade compartilhada
Um dos principais pontos defendidos no artigo é que a economia circular depende da atuação conjunta de diferentes setores.
Segundo Alexandra, nenhum ator é capaz de avançar sozinho.
Empresas, governos, cooperativas e população precisam atuar de forma integrada para fortalecer a cadeia da reciclagem.
“A economia circular depende de responsabilidade compartilhada. Nenhum ator avança sozinho”, afirma.
A reflexão também destaca que o plástico, quando descartado corretamente, pode retornar ao ciclo produtivo por meio da reciclagem, reduzindo desperdícios e ampliando a circularidade dos materiais.
Reciclagem vai além do meio ambiente
O artigo conclui reforçando que reciclagem não representa apenas benefício ambiental.
Ela também envolve dimensão social e econômica.
Valorizar trabalhadores da reciclagem, fortalecer cooperativas e ampliar investimentos significa construir cidades mais sustentáveis e inclusivas.
Em Cubatão, essa agenda representa continuidade de um legado de transformação que demonstra ser possível alinhar desenvolvimento industrial, geração de renda e responsabilidade ambiental.
Neste Dia Nacional da Reciclagem, a mensagem defendida é clara: investir na cadeia da reciclagem é investir no futuro.