23 de junho de 2026
Pinguins começam a surgir nas praias da Baixada com chegada do inverno
Registros já foram feitos em cidades da região e equipes especializadas reforçam orientações para quem encontrar os animais durante a temporada de migração.
Pinguins começam a surgir nas praias da Baixada com chegada do inverno
Moradores e frequentadores das praias da Baixada voltaram a registrar a presença de pinguins nas últimas semanas, marcando o início de mais uma temporada de migração dessas aves pelo litoral paulista.
Somente neste período, já houve registros e resgates em cidades da região, incluindo Praia Grande, Santos e Guarujá, onde equipes ambientais precisaram ser acionadas para garantir a segurança dos animais.
Em alguns casos, os pinguins foram encontrados descansando na faixa de areia. Em outros, apresentavam sinais de cansaço após percorrer milhares de quilômetros pelo oceano.
Praia Grande teve um dos primeiros registros da temporada
Entre os casos registrados neste ano, um dos que mais chamou atenção ocorreu em Praia Grande, onde um pinguim foi encontrado na praia e precisou ser acompanhado por equipes especializadas.
A cidade costuma estar entre os primeiros pontos da Baixada a registrar a chegada dessas aves durante o inverno, justamente por sua extensa faixa de areia e posição no litoral.
Santos e Guarujá também registraram aparições
Além de Praia Grande, moradores relataram avistamentos em praias de Santos e do Guarujá.
Em alguns episódios, os animais permaneceram por horas descansando próximos ao mar antes da chegada das equipes responsáveis pelo monitoramento.
A presença dos pinguins costuma despertar curiosidade entre banhistas e moradores, mas especialistas alertam que os animais não devem ser tocados nem devolvidos ao oceano sem avaliação técnica.
Por que os pinguins chegam à Baixada
Os pinguins encontrados na região são, na maioria dos casos, da espécie pinguim-de-Magalhães.
Essas aves vivem em áreas da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas e realizam uma migração anual durante o inverno.
Acompanhando correntes marítimas frias em busca de alimento, muitos acabam chegando ao litoral brasileiro e alguns utilizam praias da Baixada como ponto de descanso durante a viagem.
A espécie pode percorrer milhares de quilômetros ao longo desse deslocamento.
Nem todo pinguim encontrado está doente
Uma das dúvidas mais comuns é se os animais encontrados nas praias estão feridos ou doentes.
Segundo especialistas, isso nem sempre acontece.
Muitos pinguins apenas utilizam a faixa de areia para recuperar energia após longos períodos no mar.
Outros, porém, chegam debilitados, desidratados ou com dificuldade para se alimentar, exigindo atendimento veterinário.
O que fazer ao encontrar um pinguim
A recomendação é não tocar, alimentar ou tentar colocar o animal de volta na água.
O ideal é manter distância, evitar aglomerações ao redor do local e acionar equipes especializadas, como o Instituto Biopesca ou órgãos ambientais responsáveis pelo monitoramento da fauna marinha.
Também é importante impedir a aproximação de cães e outros animais domésticos.
Novos registros devem ocorrer nas próximas semanas
Com a chegada das massas de ar frio e o avanço do inverno, a expectativa é de que novos avistamentos continuem ocorrendo em diferentes praias da Baixada.
Todos os anos, a região se transforma em uma das rotas de passagem dessas aves durante o período migratório, tornando comum o aparecimento de pinguins entre junho e setembro.
Para especialistas, cada resgate bem-sucedido representa uma oportunidade de preservar uma espécie que percorre milhares de quilômetros e reforça a importância da conservação dos ecossistemas marinhos da região.