26 de junho de 2026
Arquétipos de personalidade dominam apps de namoro
A Geração Z encontrou uma nova forma de avaliar compatibilidade nos aplicativos de namoro.
Segundo uma pesquisa da QuackQuack, arquétipos de personalidade como “energia de Golden Retriever” e “energia de Gato Preto” têm ganhado espaço como critério de escolha nos relacionamentos. O levantamento, feito com 10.384 usuários da Geração Z e Millennials, mostra que seis em cada dez pessoas usam esses rótulos para avaliar a compatibilidade com potenciais parceiros.
Golden Retriever x Gato Preto
A chamada energia Golden Retriever costuma estar associada a pessoas calorosas, comunicativas, otimistas e emocionalmente abertas. Já a energia Gato Preto descreve perfis mais reservados, seletivos e introspectivos.
Opostos se atraem
De acordo com a pesquisa, 41% dos solteiros afirmam buscar parceiros complementares em vez de semelhantes. Entre os usuários que se identificam como Gato Preto, 56% preferem pessoas com características Golden Retriever. No caminho inverso, 46% dos Golden Retrievers se sentem mais atraídos por parceiros mais tranquilos e reservados.
Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, o que torna alguém mais ou menos desejável é algo particular de cada pessoa — mas simpatia e estabilidade emocional e financeira aparecem como pontos em comum. “Tudo vai depender da lista pessoal de características desejáveis, das prioridades estabelecidas e, acima de tudo, das qualidades que farão do outro uma pessoa atraente e irresistível”, diz.
Praticidade no primeiro contato
Os arquétipos também ajudam a tornar as interações iniciais mais objetivas. Segundo o estudo, 34% dos homens e 38% das mulheres preferem perfis que incluem esse tipo de identificação, considerando-os mais úteis do que longas descrições pessoais — os rótulos ajudam a reduzir a insegurança do primeiro contato e a alinhar expectativas desde o início.
Personalidade pesa mais que aparência
Mais de 43% dos solteiros entre 25 e 35 anos afirmaram que características de personalidade e compatibilidade emocional passaram a pesar mais em suas escolhas do que a aparência física. “Uma pessoa atraente não é necessariamente uma pessoa bonita. A beleza mora no tratamento, no respeito e na personalidade que essa pessoa possui. Se o par escolhido tiver estabilidade financeira, for inteligente, de bem com a vida e gentil, a beleza será o último ponto a ser considerado”, finaliza o especialista.