15 de julho de 2026
Polícia apreende eletrônicos em caso de celular no banheiro feminino
Polícia Civil cumpriu mandados em Santos e apreendeu equipamentos em investigação sobre celular encontrado em banheiro feminino.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre o caso do celular encontrado em um banheiro feminino de um prédio comercial em Santos. A apuração é conduzida pela Delegacia de Polícia do 3º Distrito de Santos e trata, em tese, do crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal.
As diligências foram realizadas na segunda-feira (14), em um endereço comercial no Edifício Praiamar Corporate, no bairro Aparecida, e em um imóvel residencial no bairro Encruzilhada. Os dois locais, segundo a Polícia Civil, têm relação com os fatos investigados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, o investigado, de 21 anos, foi localizado, informado sobre as determinações e colaborou com os trabalhos da equipe policial. A investigação segue em andamento e está sob sigilo.
Mandados foram cumpridos em dois endereços
Os mandados autorizados pelo Poder Judiciário tiveram como objetivo reunir materiais capazes de esclarecer a origem do aparelho encontrado no banheiro e verificar se havia outros elementos de interesse policial.
No prédio comercial, os policiais buscaram informações relacionadas ao local dos fatos. Já no imóvel residencial, a equipe recolheu equipamentos eletrônicos e objetos que poderão auxiliar na continuidade da apuração.
A medida marca uma nova fase do caso, porque a investigação deixa de depender apenas do aparelho inicialmente localizado e passa a analisar um conjunto maior de dispositivos e materiais apreendidos.
Eletrônicos foram apreendidos pela polícia

Durante as buscas, policiais civis apreenderam telefone celular, computador, notebook e outros objetos considerados de interesse para a investigação. Todo o material foi encaminhado para análise pericial especializada.
Também foram localizados quatro simulacros de arma de fogo do tipo airsoft. De acordo com a Polícia Civil, dois deles não tinham a ponteira laranja de identificação, característica usada para diferenciar visualmente esses objetos de armamentos reais.
A perícia nos equipamentos deve verificar os dados armazenados e identificar se existem registros, arquivos, conexões ou outros elementos que ajudem a esclarecer a dinâmica do caso.
Investigado prestou declaracoes
Depois do cumprimento das medidas, o investigado compareceu espontaneamente à unidade policial, onde prestou declarações. Segundo a Polícia Civil, ele reconheceu a propriedade do aparelho celular anteriormente localizado no local dos fatos.
O investigado também confirmou sua presença nas dependências investigadas, conforme elementos já reunidos no procedimento. Ainda de acordo com a nota oficial, ele forneceu voluntariamente as senhas de acesso dos equipamentos apreendidos.
Com isso, autorizou formalmente a realização das perícias e a extração dos dados armazenados nos dispositivos. Essa etapa será importante para indicar se o caso ficou restrito ao fato inicialmente investigado ou se há outros elementos a serem analisados.
Caso foi encaminhado ao Jecrim
Por se tratar, em tese, de infração penal de menor potencial ofensivo, não houve indiciamento nesta fase da apuração. O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal, o Jecrim, para as providências cabíveis.
Isso não significa encerramento do caso. A própria Polícia Civil informou que a investigação permanece em andamento, especialmente por causa da análise técnica dos materiais eletrônicos apreendidos.
O enquadramento citado pela polícia é o artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade sexual. A lei alcança situações em que alguém produz, fotografa, filma ou registra conteúdo íntimo sem autorização dos envolvidos.
Perícia pode ampliar a investigação
Além da apuração ligada ao aparelho encontrado no banheiro feminino, os materiais arrecadados serão submetidos à perícia para verificar a eventual existência de outros elementos de interesse policial.
Segundo a Polícia Civil, as análises também poderão buscar possíveis conexões com fatos diversos eventualmente praticados pelo investigado, inclusive relacionados a crimes patrimoniais, caso surjam elementos que indiquem essa necessidade.
A investigação segue sob sigilo para permitir o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização de eventuais envolvidos conforme a legislação.