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Jornal Acontece

11 de julho de 2022

Projeto feito por fisioterapeuta em Praia Grande é selecionado para mostra nacional

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Servidora aplicou tapete sensorial a crianças do CER

 

Desenvolver projetos para o bem da comunidade, indo além do seu ofício diário. É o que faz destacar os profissionais da saúde praia-grandense, caso da fisioterapeuta Keyla Albino da Silva Dall’Acqua. Ela está cursando o primeiro semestre em odontologia e desenvolveu uma atividade da graduação para beneficiar os pacientes do Centro Especializado em Reabilitação (CER), local onde trabalha como funcionária pública da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande. O esforço deu tão certo que não só auxiliou as crianças que fazem sessões de fisioterapia na unidade como o projeto foi selecionado para ser exibido em uma mostra virtual para todo o Brasil.

 

O trabalho realizado na ala infantil do CER foi o do tapete sensorial, que possibilita o desenvolvimento dos sentidos, em especial do tato, permitindo que o paciente sinta diversos materiais, bem como suas formas e texturas. O método pode ser aplicado em adultos e crianças, com foco em pacientes autistas, deficientes visuais, pacientes em reabilitação de acidente vascular cerebral (AVC) e em tratamento de câncer, que costumam apresentar alteração na sensibilidade das mãos e pés.

 

Keyla conta que a proposta surgiu em um trabalho da faculdade, em uma disciplina que incentiva a criação de projetos inovadores de cunho social. E por já trabalhar com pacientes com necessidades específicas no CER, ela levou a ideia para as colegas de sala, que aprovaram de primeira.

 

“Como a gente devia pensar em um projeto para a comunidade, sugeri o tapete sensorial, que tem um custo baixo. Você pode fazer com qualquer objeto, como passadeira de cozinha, zíper e bolso de calça, esponja vegetal, feltro, plástico bolha, xuxinha de cabelo, não precisa comprar nada, basta usar aquilo que tem em casa”, explica a fisioterapeuta do CER e aluna do primeiro semestre de odontologia da Universidade São Judas.

 

Após o aval da chefia, o tapete sensorial foi implantado junto as crianças que recebem tratamento no equipamento de saúde. E contou com a importante colaboração das colegas fisioterapeutas do CER, que convidaram as mães a trazerem seus filhos para conhecerem o tapete, aprenderem a montá-lo e aplicarem a técnica em casa.

 

“Foi bem bacana, as crianças curtiram bastante, foi um dia específico para mostrar e construir junto com eles e a crianças se divertiram à beça porque tinha um monte de coisa colorida. Tivemos alguns autistas que participaram e para eles essa parte sensorial é muito importante porque eles não gostam do toque. Então, a maioria deles gostou da parte áspera e só foi explorar a parte mais fofinha e lisinha depois de experimentar as partes ásperas do tapete” lembra.

 

Os resultados foram bastante positivos. Como as fisioterapeutas precisam tocar nas crianças para conduzir os exercícios, o tapete sensorial as deixou mais calmas nas sessões posteriores, permitindo uma maior aceitação delas ao toque. A fisioterapeuta Daniela Oliveira conta da experiência do tapete sensorial aplicada à pequena Lorena.

 

“Ela surpreendeu a gente, pois chorava muito e entrava em pânico ao chegar na porta da sala. Mas convidamos a mãe, que foi super colaborativa, fez o tapete, começou a aplicar na criança e gerou um resultado maravilhoso. Ela conseguiu aos poucos sensibilizar a criança e melhorar essa condição dela ao toque. Hoje ela entra feliz para fazer as sessões, interage comigo, brinca, já deixa eu tocá-la para fazer os exercícios”, relata.

 

Além de cumprir o solicitado pela disciplina, o projeto do tapete sensorial foi inscrito na plataforma de ensino da universidade, que reúne instituições de educação superior de todo o Brasil. O projeto conduzido por Keyla concorreu com 3.600 projetos de inúmeras faculdades e acabou escolhido entre os 32 melhores que foram exibidos durante uma mostra virtual nacional que ocorreu em junho. “É uma alegria muito grande ver os resultados desse projeto. Todos os alunos e professores da plataforma Anima puderam assistir ao mesmo tempo a exibição ao vivo e agora ele está disponível no You Tube” completa.

 

Estiveram envolvidas no projeto as seguintes profissionais do CER: Keyla Albino da Silva Dall’Acqua, Vera Bontempi, Érica Bertaglia, Daniela Oliveira e Tereza Cristina Ferreira.

 

Para conhecer mais sobre o projeto assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=C5f2vT3JWG0

 

CER – O Centro Especializado em Reabilitação (CER) realiza o atendimento em especialidades médicas de neurologia, neurocirurgia, neurologia infantil, pediatria e ortopedia. O equipamento fornece ainda acompanhamento com equipe multidisciplinar em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e serviço social. Atende também crianças e adolescentes em grupos de reabilitação intelectual e física e adultos e idosos em reabilitação neurológica e ortopédica. O CER está localizado na Rua Roberto de Almeida Vinhas, s/nº, Bairro Mirim.

 

 

 

Foto:PMPG
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