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Jornal Acontece

18 de novembro de 2022

São Vicente realiza 1º Fórum Municipal da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 | Jornal Acontece
Evento teve como foco a criação de fluxo para atendimento de pacientes autistas
 
 
Visando promover um tratamento mais eficaz aos pacientes autistas, a Secretaria de Saúde (Sesau) de São Vicente realizou nessa quarta-feira (16) o “1º Fórum Municipal da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – Construção da Rede de Cuidado em Saúde”.
 
 
O Fórum é parte do processo de redesenho do fluxo, protocolos de cuidado e promoção do trabalho interdisciplinar e intersetorial desenvolvido pela Sesau.
 
 
O evento foi realizado em duas etapas. De manhã, o público-alvo das palestras foram médicos e enfermeiros das unidades da Diretoria de Atenção Primária em Saúde (DAPS), e à tarde os contemplados foram os enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS) de cada serviço da Atenção Primária, além de técnicos da Atenção Especializada.
 
 
As palestras tiveram como foco a compreensão do atendimento para esses pacientes nas unidades de saúde da Atenção Primária para criação de critérios, protocolos e instrumentos auxiliares na identificação dos traços autísticos. Todo o processo é para que haja um diagnóstico rápido e eficaz, e se inicie o tratamento nas unidades da Atenção Especializada, caso exista necessidade.
 
 
Com esse novo fluxo estabelecido, após a constatação da suspeita de TEA nos pacientes das unidades da Atenção Primária, as crianças de até 6 anos são encaminhadas para o Centro Médico de Especialidades Infantil (CEMEI), enquanto as de 7 até 18 anos são encaminhadas para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infanto-Juvenil. Já os adultos com mais de 18 anos serão direcionados às unidades do CAPS.
 
 
Durante a abertura do evento, a secretária de Saúde, Michelle Santos, reforçou os cuidados que devem ser tomados durante o atendimento: “Com a criação desse fluxo fortalecemos a atuação da nossa Rede de Cuidado, e cada vez mais conseguimos dar o diagnóstico correto e iniciar o tratamento de forma precoce, que é a melhor maneira de estimular e evitar um déficit no desenvolvimento desses pacientes.”
 
 
A demanda do serviço de atendimento TEA cresceu durante a pandemia, já que muitas crianças tiveram pouco estímulo social, que é uma das formas de tratamento.
 
 
O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento da criança e entrevista com os pais ou responsáveis. Quando o tratamento do TEA é feito precocemente, a criança pode desenvolver ou ampliar as suas capacidades de compreensão, comunicação e interação social.
 
 
A coordenadora de Saúde Mental, Maria José Alcalá, exemplifica o cuidado adotado nas unidades: “O tratamento é individual, então, é necessária uma escuta qualificada para adaptar e acomodar as necessidades das atividades para estímulos menos aversivos de cada caso. É uma prioridade também desmistificar esse transtorno para os pais e responsáveis, para que se crie e amplie as ferramentas de acessibilidade em todas as áreas da vida cotidiana do paciente”.
 
 
O evento foi direcionado a técnicos da Sesau e participaram mais de 100 profissionais. 
 
 
 
 
Por Matheus Terras
Foto:Freepik
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