09 de fevereiro de 2023
Volta às aulas: o que fazer para evitar infecções virais em crianças nas escolas

Para evitar quadros de resfriado, gripe, sinusite e entre outras infecções virais, é importante manter o nariz, a garganta e os ouvidos das crianças sempre limpos!
Com a volta às aulas, é inevitável os pais se questionarem se a saúde do filho permanecerá intacta com o retorno à escola. A preocupação tem fundamento, como explica Carla Falsete, otorrinolaringologista pela ABORL-CCF.
“O maior convívio entre as crianças, muitas vezes em ambientes fechados com pouca circulação de ar, predispõe à maior proliferação e transmissão de microrganismos, entre eles vírus e bactérias, principalmente os de transmissão inalatória e/ou por superfícies contaminadas”, esclarece a especialista. Assim, os pequenos podem ficar mais doentes ao retornarem às salas de aula.
De acordo com a Dra. Maura Neves otorrinolaringologista pela USP, os principais quadros infantis são infecções do trato respiratório – como resfriados, gripes, sinusites, otites, amigdalites e bronquiolite -, além das roséolas.
Os sintomas mais comuns dessas infecções virais são:
- Febre;
- Coriza;
- Congestão nasal;
- Tosse;
- Diminuição do apetite;
- Maior necessidade de descanso.
Como evitar as infecções virais nas escolas?
Para contornar possíveis quadros infecciosos, a otorrinolaringologista Dra. Maura Neves, explica que os cuidados dos pais devem começar em relação ao nariz do filho. Em outras palavras, eles devem fazer com frequência a lavagem nasal com soro fisiológico, que diminuirá a duração e a intensidade de possíveis sintomas gripais. “A sugestão é lavar o nariz ao menos 2 vezes ao dia”, detalha a médica.
Dra. Carla Falsete alerta: “nesta fase as principais causas de redução de audição são excesso de cerume e otites”. Portanto, além do nariz, é importante que os pais também mantenham os ouvidos dos filhos higienizados corretamente. Para isso, não se deve usar hastes flexíveis e sim uma toalha enrolada no dedo, limpando até onde alcançar, sem forçar a entrada no canal auditivo.
Dra. Carla ainda complementa indicando uma boa hidratação e alimentação com “comida de verdade” para garantir mais imunidade e melhor aproveitamento das aulas. Também é recomendado que a criança esteja com a caderneta de vacinação em dia para, então, estar com a saúde em ordem.
Por fim, mas não menos importante, é fundamental que crianças acima de 2 anos e professores usem máscara diante de qualquer sintoma gripal e, se possível, não frequentem o ambiente escolar nesse caso para que assim o ciclo de contágio seja rompido.
Dra. Carla Falsete
CRM 101843 | RQE 71523
- Médica graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo- Campus Sorocaba (2000)
- Residência médica em Otorrinolaringologia Geral e Pediátrica pela Clínica Médica Otorhinus (2004)
- Título de Especialista em Otorrinolaringologia Geral e Pediátrica e Cirurgia Cérvico Facial pela ABORL-CCF (desde 2005)
- Pós-graduada em Medicina Desportiva pela UNIFESP (2007)
- Preceptoria cirúrgica no Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo (desde 2007)
- Psicoterapeuta formada Helper pelo Pathwork®️ (2018)
- Formação Médica ampliada pela Antroposofia (2020)
- Mamãe da Bianca.
- Healthy lifestyle.
Sobre Dra. Maura Neves
- Otorrinolaringologista
- Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
- Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
- Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
- Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
- Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial – ABORL-CCF
- Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo — USP