12 de junho de 2023
MULHER SOFRE RACISMO EM FEIRA LIVRE DE SANTOS

Uma mulher preta, de 52 anos, teve o cabelo comparado a uma alface crespa por um feirante da Francisco Glicério em Santos. Norma Lúcio registrou o crime de injúria racial no 7ºDP e vai representar criminalmente contra o autor das ofensas para que ele seja punido.
“Racismo é crime e tenho que fazer a minha parte”, disse Norma.
A vítima estava andando pela feira à procura de agrião quando foi vítima da ofensa, e reproduziu o que ouviu: “Compre o alface, o alface tá barato. Tá durinho e crespo que nem o cabelo dela”
Norma conta que o feirante ainda apontou para ela ao dizer a frase, e se sentiu “sem graça” pela situação. A reação das pessoas em volta, que, segundo a vítima, não deram gargalhada, mas riram da injúria racial.
“Não sei o que as pessoas pensam com isso. Não sei o que querem ridicularizando outras. É o tal do racismo recreativo, que fazem achando que é engraçado”.
A dona de casa caminhou tremendo até uma barraca de pastel, após ouvir a ofensa, e ao notar sua angústia, a vendedora perguntou se tinha acontecido algo. A vítima relatou o ocorrido e escutou: “Chama a polícia!”
“Quando ela falou chama a polícia eu comecei a chorar”
Norma disse ter ficado nervosa e se sentido humilhada e ridicularizada. Mesmo assim, ainda voltou à barraca do comerciante e o questionou se ele havia comparado o seu cabelo a uma alface. O homem, segundo ela, disse que sim. “Ainda admitiu”.
O caso registrado no 7ºDP está em investigação. Até a publicação desta matéria, o feirante não havia sido localizado.
Foto/ Repordução: A Tribuna Jornal/Arquivo pessoal