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Jornal Acontece

17 de julho de 2026

“Só vim trabalhar”: adolescente é agredido por policial em Catalão

 | Jornal Acontece

Jovem abria uma loja de autopeças em Catalão quando foi confrontado por supostamente estar encarando a polícia; PM de Goiás abriu apuração.

 

 

 

Um adolescente foi agredido por um policial militar no início do expediente enquanto abria uma loja de autopeças em Catalão, no estado de Goiás.

Nas imagens, o agente questiona o jovem sobre o motivo de ele estar encarando a polícia. O adolescente nega e responde que havia apenas chegado ao local para trabalhar.

“Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor. O que é isso?”, afirma o jovem durante a abordagem.

O caso foi registrado pela mãe do adolescente, que procurou a polícia e formalizou um boletim de ocorrência. A Polícia Militar de Goiás informou que abriu uma apuração para investigar a conduta do agente.

 

Adolescente abria a loja quando foi abordado

 

A ocorrência aconteceu no início da manhã, quando o adolescente iniciava o expediente em uma loja de autopeças.

O jovem aparece dentro do estabelecimento quando é abordado pelo policial. Durante a conversa, o agente questiona o adolescente por supostamente ter olhado em sua direção.

O trabalhador tenta explicar que não havia encarado o policial e que estava apenas cumprindo sua rotina de trabalho. Mesmo assim, a abordagem evolui para agressões.

A cena chamou atenção pelo contraste entre a resposta do adolescente e a postura adotada pelo agente durante a ocorrência.

 

“Eu só vim trabalhar”, disse o jovem

 

Durante a abordagem, o adolescente tenta entender o motivo da ação e reforça que havia chegado ao local apenas para trabalhar.

A frase “eu só vim trabalhar” passou a resumir o sentimento de injustiça envolvendo o caso, já que o jovem não aparece oferecendo resistência antes da agressão.

O conteúdo também levantou questionamentos sobre a proporcionalidade da abordagem e sobre a atuação do policial dentro de um estabelecimento comercial.

 

Jovem teria permanecido no chão até receber ajuda

 

Após a agressão, o adolescente teria permanecido deitado no chão da loja por aproximadamente uma hora.

Ele só teria recebido ajuda quando uma colega de trabalho chegou ao estabelecimento, por volta das 8h, e encontrou o jovem no local.

A mãe do adolescente foi informada sobre o ocorrido e posteriormente registrou um boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado.

 

Mãe registrou boletim de ocorrência

 

A família procurou as autoridades após tomar conhecimento da agressão.

O boletim de ocorrência deverá servir como base para a investigação dos fatos, incluindo a análise das imagens, o depoimento do adolescente e a identificação dos policiais envolvidos.

A apuração também deverá esclarecer as circunstâncias que antecederam a abordagem e se houve desvio de conduta por parte do agente.

 

PM de Goiás abriu investigação

 

Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que tomou conhecimento dos fatos envolvendo um policial militar da ativa por meio das imagens divulgadas.

Segundo a corporação, foram adotadas todas as providências legais, administrativas e disciplinares cabíveis para a devida apuração dos fatos.

A PM afirmou ainda que o procedimento seguirá os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.

 

Corporação diz não aceitar desvios de conduta

 

A Polícia Militar de Goiás declarou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.

Segundo a corporação, sempre que necessário são adotadas medidas para responsabilização de integrantes que agirem em desacordo com os valores e preceitos institucionais.

A nota também reafirma o compromisso da instituição com a transparência, a legislação e a segurança da população.

 

Caso deverá esclarecer atuação do policial

 

A investigação deverá determinar se a abordagem respeitou os protocolos da corporação e se as agressões registradas foram justificadas por alguma situação anterior não mostrada nas imagens.

Também deverá ser apurado se o adolescente sofreu lesões e quais medidas administrativas ou criminais poderão ser tomadas.

O caso permanece sob investigação.

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