Anderson Reis, diretor da AHBR – Associação Hospitalar do Brasil, detalhou como a entidade aplica a agenda de sustentabilidade em serviços de saúde: transformar recursos públicos em bem-estar e resultados concretos para a população.
“Mais do que usar corretamente o recurso do erário, é convertê-lo em resultado positivo para a comunidade”, afirmou.
Gestão sustentável: do resíduo ao acolhimento
Reis apresentou o conjunto de práticas adotadas pela AHBR nos serviços que administra:
• Resíduos de serviços de saúde: segregação por cor, identificação e destinação controlada com rastreabilidade de parceiros; articulação com prefeituras para logística eficiente e compostagem de orgânicos.
• Eficiência energética e hídrica: LED, sensores de presença, energia solar em áreas específicas, captação de água de chuva e equipamentos com controle de consumo.
• Transformação digital: prontuário eletrônico (menos papel e mais segurança de dados) e telemedicina para evitar deslocamentos desnecessários.
• Processos humanos e sustentáveis: capacitação contínua das equipes em sustentabilidade; triagem por classificação de risco para reduzir filas; monitoramento de indicadores verdes (energia, água, resíduos, tempos de espera e satisfação).
• Humanização: ambientes acolhedores (verde, arte e sinalização), comunicação empática, transparência sobre etapas do atendimento e ouvidoria ativa com campanhas de uso adequado de UPA/UBS.
Entregas locais: Mutirão da Saúde em Cubatão
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a AHBR executa o Mutirão da Saúde para reduzir filas e ampliar acesso, com foco em:
•Exames de imagem: ultrassom e ecocardiograma;
•Atendimento clínico ginecológico e exame de HPV (prevenção do câncer de colo do útero);
•Gestão responsável de resíduos nas unidades;
•Uso racional de energia e água durante os atendimentos;
•Educação em saúde (prevenção, hábitos sustentáveis) e acolhimento humanizado.
Benefícios ao usuário: atendimento mais ágil, fluxos organizados, redução do tempo de espera, segurança assistencial, qualidade no tratamento e contribuição direta para um ambiente saudável e sustentável.
“A unidade precisa ser mais que um pronto-atendimento; deve ser ponto de partida para acompanhamento, prevenção e experiência humanizada”, concluiu Anderson.
Com práticas de eficiência, tecnologia e acolhimento, a AHBR reforça que sustentabilidade em saúde é gestão responsável de recursos convertida em resultados para quem mais importa: o paciente.