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21 de junho de 2022

Aumento das taxas de juros testa rápido crescimento das fintechs brasileiras

 | Jornal Acontece

As Fintechs nacionais estão diante de inúmeras oportunidades, mas precisarão provar sua resiliência em um ambiente econômico muito mais adverso, de acordo com a Fitch Ratings. Sendo o Brasil o maior mercado de Fintechs da América Latina, empresas que já conseguiram levantar recursos são as que estão em melhor posição para enfrentar estes obstáculos.

 

O atual sentimento negativo do mercado, combinado com o aumento das taxas de juros, pode desafiar a base de captação e a posição de liquidez das Fintechs, especialmente das que dependem de produtos de captação estruturada e/ou investidores institucionais, em virtude de limitações regulatórias, que, por sua vez, são mais sensíveis a preços em relação a depósitos de varejo diversificados e de menor custo. Em termos domésticos, a taxa básica de juros (Selic) passou de uma baixa histórica, de 2% em março de 2021, para 13,25% em junho de 2022. As Fintechs que dependem de entradas futuras de novos capitais também devem enfrentar desafios no cenário atual, tendo em vista a redução do apetite do investidor.

 

Para a Crefaz – startup que oferece crédito a um público não assistido pelas instituições financeiras tradicionais – muitas fintechs serão fortemente impactadas por essa escalada dos juros. Isso porque, em um cenário como o atual, muitos investidores deixam de colocar seus recursos nas fintechs e migram para opções de investimento mais seguras e que passam a oferecer maior rendimento. “Já vemos fintechs “quebrando” e acredito que esse tipo de coisa deva se ampliar, pois muitas fintechs são extremamente dependentes do capital de investidores para sobreviver. Olhando para o lado do consumidor, diante do cenário econômico atual, as fintechs têm um papel importante no desenvolvimento de produtos para atingir o público menos privilegiado financeiramente. A população brasileira com dívida aumenta todos os meses. É momento de cautela e de encontrar possibilidades para inovação diante do cenário econômico”, avalia Carlos Eduardo Navarro Ribeiro, CEO da empresa.

 

A Crefaz movimentou cerca de 700 milhões em empréstimos até março deste ano e acaba de anunciar uma ampla reestruturação organizacional, que inclui a mudança em seu alto comando. Com isso, a companhia criou o cargo de CEO, que passa a ser ocupado pelo administrador de empresas Carlos Eduardo Navarro Ribeiro. E as metas são ousadas, como a projeção de crescer 50% em 2022 e, principalmente, transformar a Crefaz em referência no mercado de crédito não tradicional até 2025.

 

Segundo Patricia Rechtman, cofundadora da startup Finplace, fintech que em dois anos de operações atingiu R$ 1 bilhão em valores operados e que tem R$ 4 bilhões de crédito disponíveis em sua plataforma, para as fintechs, o cenário fica mais difícil em matéria de captação de investimentos. 

 

“Quando estamos em um cenário no qual as taxas de juros estão baixas, o investimento em Venture Capital fica muito mais atrativo. Apesar de ser um investimento de risco, quando os juros estão baixos você não tem esse retorno em um título de renda fixa, por exemplo. E aí os investimentos em fintechs são mais altos, Já em um cenário de alta de juros, há uma mudança nesse cenário, com muitos investidores indo para fundos de investimentos e até saindo da bolsa. Nesse cenário os investidores migram para fundos de investimento como CDB, CDI e Tesouro Direto porque são investimentos de baixo risco, e por conta da taxa de juros, de maior retorno. Resumindo, fica mais difícil para as fintechs em termos de investimento, mas não é algo impossível, claro., reforça Rechrman. 

 

Nesse cenário atual, as fintechs precisam ter foco no lucro. Ou seja, têm que ter um acompanhamento muito forte dos custos em relação ao faturamento, para que elas consigam estar no caminho do lucro e ser cada vez menos dependentes do dinheiro de investidores.  “É o que acontece, por exemplo, na Finplace. Estamos com todos os nossos esforços, metas e colaboradores alinhados nesse sentido de aumentar o nosso faturamento para conseguir de fato ter lucro e depender cada vez menos de investimentos. Estamos em meio a uma rodada de captação, mas em busca de investimentos que servirão para acelerar nosso crescimento”, finaliza.

 

Carlos Eduardo

 

Patricia Rechtman

 

 

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