04 de março de 2026
Banqueiro Daniel Vorcaro é preso em operação da PF; STF determina bloqueio de até R$ 22 bilhões
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros e atuação de uma organização criminosa ligada à instituição. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, a operação apura possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de dispositivos informáticos, relacionados ao funcionamento do banco e à captação de recursos no mercado financeiro.
Além da prisão de Vorcaro, a decisão judicial determinou o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Entre os alvos está o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro e apontado como integrante do núcleo empresarial investigado.
Outro desdobramento relevante da decisão foi o afastamento de dois servidores do Banco Central, suspeitos de manter interlocução com o grupo investigado durante processos de supervisão da instituição financeira.
A decisão do STF também determinou o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, medida que busca preservar ativos possivelmente ligados às irregularidades apuradas pela Polícia Federal.
De acordo com os investigadores, o grupo teria estruturado um sistema de captação de recursos por meio de títulos bancários com remuneração acima da média do mercado, direcionando os valores para investimentos considerados de alto risco e baixa liquidez, o que levantou suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.
A prisão ocorre em meio ao aprofundamento das investigações sobre o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial já havia sido decretada pelo Banco Central após indícios de graves problemas financeiros e possíveis fraudes envolvendo bilhões de reais.
A Operação Compliance Zero segue em andamento e pode ter novos desdobramentos envolvendo executivos do mercado financeiro, empresários e agentes públicos ligados ao caso