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05 de fevereiro de 2018

Carnaval 2018

 | Jornal Acontece

Desfile das escolas de samba de Santos agita o público

Santos já vive o clima intenso de carnaval. Neste final de semana, aconteceu o desfile oficial das escolas de samba da cidade. Foram 17 agremiações desfilando entre sexta e sábado, na Passarela Draúzio da Cruz.

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Sexta (02)

Nove escolas de samba, dos grupos 1 e de acesso, levaram samba, cores, garra e alegria ao primeiro dia do desfile do carnaval 2018 de Santos, nesta sexta (02). Veja como foi

Unidos da Baixada

A Unidos da Baixada foi a primeira a entrar na avenida. Levou um carro alegórico e distribuiu os passistas em dez alas para defender o tema Dos Gladiadores do Império Romano – a Luta de um Povo Nômade, Saltimbancos da Alegria, Abram as Cortinas, o Circo Chegou.

Imperatriz Alvinegra

O carro alegórico com um cavalo alado e negro, logo atrás da comissão de frente, marcou a entrada na passarela da Imperatriz Alvinegra. A escola de São Vicente desfilou com 680 componentes, em dez alas, para falar de Tom Jobim, Tom Cavalcante, Tom e Jerry e o tom das cores. O tema da escola, Tom da Minha Vida, Tom do Meu País, Tom, Maior Emoção da Imperatriz, animou a arquibancada, que aplaudiu a passagem de uma ala formada exclusivamente por crianças.

Império da Vila

O enredo da Império da Vila falou de Água, Terra, Fogo e Ar, Deuses em Terra e o Glamour dos seus Elementos. A escola da Vila Nova passou com 500 componentes e um dos destaques foi o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeiras, que representava a Terra. A ala se colocou nas laterais da dupla, formando um quadrado com o casal dançando ao centro, dando a ilusão de uma pintura em movimento.

Dragões do Castelo

Com o tema Os Reis do Sertão, a Dragões do Castelo levantou a arquibancada. O samba fácil foi cantado por seus componentes e acompanhado pelo público.

Unidos da Zona Noroeste

Fechando o desfile do grupo 1, a Unidos da Zona Noroeste entrou na Passarela do Samba na primeira hora de sábado. Sob o tema Com Frio ou Calor, Sentindo o Perfume de uma Flor, a agremiação cantou as estações da natureza e o ciclo de fertilidade. A academia usou dois carros alegóricos para defender o enredo.

Mãos Entrelaçadas

A Mãos Entrelaçadas abriu o desfile do grupo de acesso e proporcionou um mergulho na obra de Monteiro Lobato. Um dos destaques era o boneco gigante do Visconde de Sabugosa, com os braços movimentados por hastes. Distribuídos em 19 alas e dois carros alegóricos, 100 ritmistas sacudiram o sambódromo. Com o enredo Pirlimpimpim! Em Santos o Sítio Resolveu Morar, a escola do Rádio Clube reproduziu os personagens infantis passeando por locais como Aquário Municipal, Orquidário, Teatro Coliseu, Valongo e jardim da praia.

Bandeirantes do Saboó

A Bandeirantes do Saboó cantou Naiá Estrela das Águas e abordou a lenda indígena sobre a vitória régia. O enredo foi dividido em dez alas com a escola desenvolvendo o tema com muita animação.

Mocidade Dependente do Samba

Com muita disposição, a Mocidade Dependente do Samba enfrentou o mau tempo para cantar as raízes africanas do Brasil, com carros exaltando símbolos como Zumbi dos Palmares, no samba-enredo Sansakroma… A Luz da Raça, Resistência e Cultura.

Padre Paulo

Debaixo de chuva, a Mocidade Independente de Padre Paulo cantou sobre o Sol para encerrar o primeiro dia de desfile do carnaval deste ano. Com o enredo Misteriosa Luz que Fascina a Humanidade, Reluz o Sol da Mocidade, a escola abriu a apresentação com brilho dourado e animou os foliões antes da volta para casa.

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Sábado (03)

Oito escolas de samba do grupo especial proporcionaram uma grande festa na última noite do desfile. As apresentações fizeram o público cantar e dançar ao ritmo das pulsantes baterias. A apuração será dia 6, no Teatro Municipal, quando serão conhecidas as grandes campeãs do Carnaval santista.

Real Mocidade

A Real Mocidade Santista abriu no sábado (3) o desfile do grupo especial do carnaval de Santos. A escola pisou na passarela no início da noite e levou muito luxo para falar sobre o seu símbolo no enredo Leão, da África é nossa realeza…símbolo de força, de garra e nobreza.

Com 1.400 componentes, a agremiação do Marapé contou a origem do animal, fatos, contos e lendas e o seu sucesso nas telas do cinema, lembrando de filmes como Rei Leão e o personagem do Mágico de Oz. Tudo isso empolgada sob o forte refrão do samba A Realeza chegou/Não vou conter minha voz/Ouça o rugido ecoar…feroz!.

União Imperial

As cores verde, rosa e dourado invadiram a avenida na apresentação da União Imperial. Com 1.300 integrantes, 120 ritmistas e 11 alas, a escola mostrou o enredo Nkisi Samba Kalunga – A saga do meu batuque, contando a história do samba desde os primórdios.
O público cantou junto o refrão ÔÔÔ, sou da pele preta! O meu batuque tem axé! Hoje o canto que emana O som que arrepia Vem do Quilombo Marapé’. A União também surpreendeu com a participação de Scheila Carvalho, madrinha da bateria.

Brasil

A terceira escola a desfilar no sambódromo foi a Brasil. A Campeoníssima, como é conhecida a agremiação do bairro da Aparecida, saiu com 1.200 componentes para apresentar o enredo Canta Brasil, as canções que você fez para mim. O samba-enredo citou trechos de vários ‘hinos’ da cultura nacional, como Aquarela Brasileira, de Ary Barroso, e Garota de Ipanema, de Toquinho e Vinicius de Moraes.

Muitos ídolos da MPB foram exibidos nas alegorias, entre eles os ícones da Tropicália como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Gosta. A cantora Carmen Miranda foi lembrada em carro alegórico e também na comissão de frente pela caracterização da bailarina Mariana Vasconcelos, 24 anos, que fez dueto com o Zé Carioca, estrelado pelo também bailarino e estudante de Arquitetura Tomaz Claudino, 27.

Sangue Jovem

Quarta escola a entrar na passarela, a Sangue Jovem expôs toda a alegria e luta do povo nordestino com o enredo Em vida de viajante: a bravura cabra da peste na São Paulo de Nóis Tudim. A escola também homenageou o empresário José de Abreu e sua família, que abriram a primeira emissora de rádio nordestina em São Paulo, a Rádio Atual, em 1990.

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A apresentação foi composta por 13 alas, 3 carros alegóricos, um quadripé e três casais de mestre sala e porta bandeira. Joice Vieira, 18, desfilou na ala que representou os grupos de quadrilha. “Muita emoção estar aqui porque o Santos é meu time e minha avó, que faleceu há 13 anos, também era santista. Desfilar com a Sangue Jovem significa muito para mim”, afirmou.

Amazonense

Já a quinta escola da noite foi a Mocidade Amazonense, do Guarujá, que entrou com 1.600 componentes na avenida. O enredo ‘Anastácia a princesa dos olhos da cor do céu’ contou a história da descendente da nobreza real africana que foi trazida escrava para o Brasil e se transformou numa santa heroína.

As referências à Mãe África compuseram quase todo o desfile, desde o imenso carro abre-alas com guerreiros tribais e animais da fauna do continente. O navio negreiro foi lembrado no segundo dos três carros do desfile. Várias alas eram coreografadas e os integrantes cantavam animados o samba-enredo.

Vila Mathias

Já passavam das 2h da manhã de domingo (4) quando o Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Vila Mathias iniciou seu desfile, animando o público. A agremiação exibiu o enredo A Vila canta o despertar de um povo. Cananéia: o Brasil começa aqui e contou, ao longo das 15 alas, sobre os encantos da cidade localizada no litoral sul de São Paulo.

Uma das alas destacou a culinária do local homenageado e foi composta por voluntários e pessoas com deficiência participantes do projeto Empresto minhas pernas. “Falamos com a escola sobre a nossa vontade de participar e eles aceitaram. Procuramos realizar o sonho dos atendidos pela iniciativa. Hoje é a primeira vez que muitos desfilam em uma escola de samba”, explicou o coordenador da ação, Stefan Klaus.

Unidos dos Morros

A Unidos dos Morros foi a penúltima escola a desfilar. Com o enredo O bem-me-quer, mal-me-quer dos grandes amores, a agremiação saiu com 1.500 componentes, embalados pela bateria Chapa Quente. A comissão de frente retratou a sedução e a serpente com integrantes do Balé da Cidade de Santos, sob coordenação de Renata Pacheco. No carro abre-alas, um casal de corpo escultural, Luan Duarte, 27 anos, e Fernanda Volcov, 36, interpretou Adão e Eva.

“Estou muito feliz. É uma honra ser destaque na escola que amo. Tivemos um ano de muito trabalho, os carros estão bem feitos e acredito que este ano o título é nosso”, disse Fernanda, que é professora de Educação Física.

Outros casais famosos também foram lembrados no desfile, com destaque para Maria Bonita e Lampião, a Marquesa de Santos e o Imperador dom Pedro I até os tradicionais Pierrô e Colombina da marchinha de carnaval.

X-9

A X-9 encerrou o último dia de desfiles do carnaval santista com muita alegria e cor. O enredo Armorial – A nobreza da arte nordestina no reino do carnaval apresentou o movimento artístico idealizado pelo escritor Ariano Suassuna, enaltecendo o universo do Nordeste brasileiro. A escola passou pela avenida com mais de 2.000 integrantes e 15 alas.

Sandra Maria Silva Barreto, 60, desfila com a agremiação desde os quatro anos. “Sou neta de um dos fundadores da X-9 e toda a família sempre foi envolvida com a escola. Nasci aqui dentro e sinto muito amor e orgulho de entrar na avenida com eles”. Ela foi a primeira a entrar na passarela, abrindo a apresentação.

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