15 de julho de 2026
Homem é investigado por esconder celular em banheiro feminino de prédio comercial em Santos
Aparelho foi encontrado por duas mulheres embaixo da pia, com câmera voltada para o vaso; investigado de 21 anos confirmou ser dono do celular e foi liberado após prestar depoimento
Um homem de 21 anos está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de ter escondido um celular em banheiro feminino de um prédio comercial no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o aparelho foi encontrado embaixo da pia com a câmera voltada para o vaso sanitário.
Celular foi encontrado por duas mulheres em banheiro adaptado
Duas mulheres encontraram o celular e registraram boletim de ocorrência na semana passada. O dispositivo estava posicionado no banheiro destinado ao uso exclusivo de mulheres com deficiência.
O caso passou a ser investigado pelo 3º Distrito Policial de Santos. Na terça-feira (14), policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão — um no prédio comercial do bairro Aparecida e outro na residência do investigado, no bairro Encruzilhada.
Investigado confessou ser dono do celular e confirmou presença no local
Durante o depoimento prestado na terça-feira (14), o investigado reconheceu a propriedade do aparelho e confirmou ser a pessoa registrada nas câmeras de monitoramento do edifício entrando no banheiro. Ele alegou, no entanto, que não sabia que o sanitário era de uso exclusivamente feminino.
O investigado declarou ainda que faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico em razão de comportamento voyeurístico, decorrente, segundo ele, do consumo excessivo de pornografia ao longo dos anos. Afirmou não se lembrar como o celular foi parar no local, atribuindo o esquecimento a possíveis lapsos de memória causados por medicamentos de uso controlado.
Após prestar depoimento, o investigado foi liberado para responder ao processo em liberdade.
Eletrônicos e simulacros de arma foram apreendidos
Nas buscas realizadas no prédio comercial e na residência do investigado, os policiais apreenderam um celular, um computador, um notebook e quatro simulacros de arma de fogo do tipo airsoft — dois deles sem a ponteira laranja que diferencia visualmente os objetos de armas reais.
Segundo a Polícia Civil, o investigado forneceu voluntariamente as senhas de todos os dispositivos, autorizando a extração de dados e a realização de perícias técnicas.
Polícia apura se imagens seriam comercializadas
A investigação segue em andamento para determinar se o investigado gravou as mulheres apenas para uso próprio ou se havia intenção de comercializar os conteúdos em plataformas e sites de pornografia na internet.
O caso é apurado com base no artigo 216-B do Código Penal, que prevê o crime de registro não autorizado da intimidade sexual. Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, o procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), sem indiciamento nesta fase. A autoria e a motivação do crime ainda devem ser esclarecidas no decorrer da investigação.
O prédio comercial informou, por nota, que colaborou integralmente com o cumprimento das ordens judiciais em suas dependências. A defesa do investigado não foi localizada para se manifestar.