27 de maio de 2026
Debate sobre Ilha do Tatu cobra transparência em Cubatão
Debate realizado no IFSP Cubatão discutiu o projeto do pátio de caminhões da APS e reforçou cobranças por participação popular e transparência.
O projeto de implantação do pátio de caminhões da Autoridade Portuária de Santos (APS) na região da Ilha do Tatu, em Cubatão, voltou ao centro das discussões públicas na noite desta segunda-feira (26). O tema foi debatido durante encontro realizado no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Cubatão, reunindo moradores, representantes de movimentos socioambientais e integrantes da sociedade civil organizada.
O debate tratou dos impactos ambientais e urbanos relacionados ao empreendimento e destacou a necessidade de ampliar o diálogo entre população, órgãos públicos e instituições envolvidas no projeto.
Debate reuniu movimentos e sociedade civil
Participaram da atividade representantes da Frente Contra o Desmatamento da Baixada Santista, Instituto Manguezal Vivo e Frente Ampla de Cubatão – Movimento Contra a Ilha do Tatu, além de moradores e representantes de entidades preocupadas com os possíveis reflexos do projeto sobre a região.
O encontro ocorreu em um momento de crescente mobilização em torno da expansão portuária e seus impactos em áreas ambientais e urbanas de Cubatão.
Segundo os participantes, o debate buscou promover esclarecimentos e fortalecer a participação popular diante das mudanças previstas para a área da Ilha do Tatu.
Moradores cobram mais transparência e diálogo
Durante as discussões, moradores e representantes dos movimentos ambientais reforçaram críticas sobre a condução do processo e cobraram mais transparência, diálogo e participação popular nas decisões relacionadas ao empreendimento.
De acordo com participantes presentes, parte das respostas aguardadas da Autoridade Portuária de Santos (APS) não foi apresentada durante o encontro.
A principal reivindicação apresentada foi a ampliação do debate público antes do avanço das próximas etapas do projeto.
Cobrança por novas audiências públicas
Outro ponto destacado no encontro foi o pedido para que a Prefeitura de Cubatão realize novas audiências públicas sobre o tema.
A proposta defendida pelos participantes é ampliar o acesso da população às informações e garantir maior participação dos moradores diretamente afetados pelas transformações previstas para a região.
A cobrança ocorre em meio às discussões sobre desenvolvimento portuário e seus reflexos ambientais, logísticos e sociais na Baixada Santista.
APS reconhece necessidade de ampliar participação
Representando a Autoridade Portuária de Santos, Sidney Aranha reconheceu durante a atividade a importância de ampliar o debate e envolver outros órgãos e setores relacionados ao projeto.
Segundo ele, a discussão precisa contar também com a participação da CETESB e da Condilog, empresa vencedora da licitação ligada ao empreendimento.
A manifestação foi vista pelos participantes como um reconhecimento da complexidade do tema e da necessidade de construção coletiva das soluções.
Expansão portuária e meio ambiente seguem no centro das discussões
O encontro no IFSP evidenciou que o debate sobre a Ilha do Tatu vai além da implantação de infraestrutura logística.
Para moradores e entidades socioambientais, a discussão envolve temas como preservação ambiental, planejamento urbano, mobilidade e participação social diante do crescimento das atividades portuárias na região.
O evento também reforçou o papel das instituições de ensino e da sociedade civil na mediação de debates ligados ao futuro territorial e ambiental da Baixada Santista.