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Cido Barboza

Jornalista, relações públicas e administrador de empresas -
CEO do FAS - maior Fórum de reconversão verde do Brasil; e
Influencer motivacional com foco em sustentabilidade e poder pessoal

31 de março de 2025

Entregadores de Cubatão anunciam paralisação por melhores condições de trabalho

 | Jornal Acontece

Nos dias 31 de março e 1º de abril, os entregadores de aplicativos de Cubatão vão cruzar os braços em protesto contra as condições de trabalho impostas pelas plataformas de entrega. A mobilização, que integra um movimento nacional, é liderada pelo representante local da categoria, Fernando, e tem como principal objetivo pressionar as empresas a promoverem mudanças significativas na forma como os trabalhadores são remunerados e tratados.

 

 

Reivindicações da categoria

 

Entre as principais pautas do movimento estão a revisão das taxas de entrega e o fim do sistema atual de remuneração, que, segundo os entregadores, é determinado de forma unilateral pelas plataformas, sem transparência ou participação dos trabalhadores. Além disso, a categoria reivindica melhores condições de segurança, mais direitos trabalhistas e maior valorização da profissão.

 

Os entregadores denunciam que, nos últimos anos, as tarifas pagas por entrega vêm diminuindo, enquanto os custos de manutenção das motos e bicicletas, como combustível e manutenção, continuam a subir. Muitos relatam que precisam trabalhar jornadas exaustivas para conseguir um rendimento minimamente viável, o que afeta diretamente sua qualidade de vida e segurança no trânsito.

 

Impacto da paralisação

 

A paralisação deve afetar o funcionamento dos serviços de entrega na cidade, impactando restaurantes, mercados e consumidores que dependem desses trabalhadores para receber pedidos em casa. A categoria espera que a mobilização gere uma forte pressão sobre as empresas, incentivando-as a abrir diálogo e atender às demandas por remuneração mais justa e condições de trabalho dignas.

 

Movimentos semelhantes estão sendo organizados em diversas cidades do Brasil, mostrando a insatisfação generalizada dos entregadores com o modelo atual de trabalho. Caso não haja resposta das plataformas, novas paralisações poderão ser organizadas nas próximas semanas.

 

Os entregadores reforçam que a luta não é apenas por melhorias individuais, mas pelo reconhecimento da importância da categoria para o funcionamento das plataformas e do comércio local.

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