04 de dezembro de 2025
Mãe condenada por torturar bebê é presa após dois meses foragida
Ketlyn Di Cris Sampaio Vieira, de 28 anos, foi presa na manhã desta terça-feira (2), no bairro Trevo, em Praia Grande, após passar dois meses foragida. Ela havia sido condenada a nove anos e quatro meses de prisão por torturar a própria filha, então com apenas seis meses de idade, em 2021.
A prisão definitiva foi decretada em outubro deste ano, quando a condenação transitou em julgado, mas Ketlyn não havia sido localizada desde então. O crime ocorreu em março de 2021, quando ela e o companheiro, João Victor Calazans do Carmo — padrasto da criança — foram detidos em flagrante.
Como o caso veio à tona
No dia 7 de março de 2021, o casal levou a bebê à UPA Quietude, em Praia Grande, alegando que ela estava machucada. A equipe médica constatou fraturas em seis costelas e na clavícula, além de lesões produzidas em momentos distintos. As explicações iniciais apresentadas pela mãe como uma possível queda, aperto involuntário ou reação à vacina — não convenceram os profissionais de saúde.
O comportamento nervoso de Ketlyn levantou suspeitas, e a médica acionou a Polícia Militar. A mulher ainda tentou fugir ao perceber a chegada dos agentes.
Histórico de agressões
Familiares relataram que a criança apresentava hematomas frequentes desde os três meses de vida. Também havia um boletim de ocorrência registrado em janeiro de 2021 por maus-tratos.
O casal teve a prisão convertida para preventiva, mas ambos ganharam o direito de responder ao processo em liberdade após a emissão de um alvará em julho de 2021. A bebê foi entregue aos cuidados de familiares.
Condenação
Ketlyn e João Victor foram condenados a nove anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de tortura com lesão corporal grave. Enquanto a mãe foi localizada nesta terça-feira, João Victor permanece foragido.