14 de julho de 2026
Mar agitado mantém Baixada em atenção nesta terça
Frente fria derrubou as temperaturas, elevou a maré e deixou o mar mais agitado em Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande e outras cidades do litoral.
A Baixada Santista segue em atenção nesta terça-feira (14) por causa da combinação entre frente fria, maré elevada e mar agitado. Em Santos, imagens registraram o avanço do mar em pontos da orla, mas o cenário exige cuidado também em outras cidades do litoral, como Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.
Segundo informações da Prefeitura de Santos, com base em dados do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH-Unisanta) e da Sala de Situação da Baixada Santista, a passagem da frente fria mudou as condições do tempo e do mar na região.
A previsão indicava maré elevada a partir de segunda-feira (13), com pico de até 1,8 metro na orla e 1,9 metro no interior do estuário de Santos, São Vicente e Cubatão. O nível representa cerca de 40 centímetros acima da tábua de marés, efeito provocado pela chamada maré meteorológica.
Frente fria mexe com o mar em várias cidades

A queda de temperatura veio acompanhada de ventos e mudança na direção das ondas. De acordo com o NPH-Unisanta, o mar fica mais agitado na Baía de Santos e na orla das demais cidades da Baixada a partir da tarde desta terça-feira, com ondas vindas do quadrante sul que podem ultrapassar dois metros de altura significativa.
Esse cenário coloca a orla dos municípios da região em estado de atenção, principalmente quando a força das ondas se soma à maré elevada. Nessas condições, o mar pode avançar sobre trechos de areia, calçadões, ciclovias e vias próximas à praia.
O alerta também vale para banhistas, pescadores, embarcações pequenas e pessoas que circulam em pedras, decks, muretas e costões. A recomendação é evitar aproximação do mar durante os períodos de maior agitação.
Santos teve avanço do mar na orla
Em Santos, o avanço do mar chamou atenção em áreas da orla. Pontos como a Ponta da Praia, trechos próximos à Avenida Bartolomeu de Gusmão, canais e regiões mais baixas costumam ser mais sensíveis em episódios de ressaca e maré elevada.
A Defesa Civil já havia alertado para risco de inundações costeiras pontuais, especialmente se a maré elevada ocorrer junto com chuva ou dificuldade de drenagem. O monitoramento segue porque as condições podem mudar conforme vento, pressão atmosférica e intensidade das ondas.
Na prática, mesmo quando a chuva não é volumosa, o nível do mar acima do normal pode dificultar o escoamento em alguns pontos e aumentar a chance de alagamentos localizados.
Guarujá e São Vicente exigem atenção na orla

Em Guarujá, o cuidado maior envolve praias abertas, costões e áreas próximas ao canal e ao estuário. Locais como Tombo, Pitangueiras, Enseada e trechos de acesso ao canal podem sentir reflexos do mar agitado, principalmente durante os horários de maré mais alta.
Em São Vicente, a atenção se concentra em áreas de orla e pontos sujeitos à ação das ondas, como Itararé, Ilha Porchat e trechos próximos ao estuário. A combinação de vento, maré e ondas fortes pode provocar avanço pontual do mar e dificultar a circulação em áreas costeiras.
Moradores e motoristas devem evitar parar veículos em locais onde a água costuma avançar e acompanhar os avisos das defesas civis municipais.
Praia Grande e litoral sul também sentem reflexos

Em Praia Grande, a extensão da orla exige atenção em trechos de calçadão, ciclovia e faixas próximas ao mar. Mesmo quando não há alagamento, ondas mais fortes podem surpreender quem circula perto da faixa de areia.
No litoral sul da Baixada, incluindo Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, o risco principal está ligado ao banho de mar, pesca em costeiras e circulação em áreas expostas. Com ondas maiores, a orientação é evitar entrar no mar e manter distância de estruturas atingidas pela arrebentação.
Bertioga também deve manter atenção em praias abertas, áreas de rio e pontos onde a maré elevada pode interferir na drenagem ou na navegação de pequenas embarcações.
Cubatão sente efeito no estuário e nos canais
Cubatão não sofre o impacto direto da arrebentação na praia, mas pode sentir os efeitos da maré elevada no interior do estuário e em canais de drenagem. Quando o nível do mar sobe, a água tem mais dificuldade para escoar, principalmente se houver chuva no mesmo período.
Por isso, áreas próximas ao estuário, manguezais, rios e canais devem ser acompanhadas com atenção. O risco é maior quando a maré alta coincide com pancadas de chuva ou represamento da drenagem urbana.
O mesmo cuidado vale para trechos portuários e margens de rios em Santos e São Vicente, onde o comportamento da maré pode provocar reflexos mesmo longe da faixa de areia.
Tempo deve melhorar, mas mar segue em monitoramento

A tendência é de melhora gradual das condições do tempo com o afastamento da frente fria. Mesmo assim, enquanto o mar permanecer agitado, a recomendação é manter atenção em áreas costeiras, evitar o banho de mar e não permanecer próximo a muretas, pedras e pontos atingidos pelas ondas.
O Jornal Acontece seguirá acompanhando a situação ao longo do dia, com atualização sobre avanço do mar, reflexos no trânsito, pontos de alagamento, condições das praias e impactos nas cidades da Baixada Santista.
Moradores que registrarem avanço do mar, alagamentos ou problemas em áreas costeiras podem enviar fotos e informações para a reportagem. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.