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Jornal Acontece

13 de julho de 2026

Medicina: o que é preciso para conquistar uma vaga no vestibular mais disputado do país

 | Jornal Acontece

Conquistar uma vaga no curso de Medicina continua sendo um dos maiores desafios para estudantes brasileiros. Além da vocação pela profissão, a aprovação exige planejamento, disciplina e um desempenho elevado nos principais processos seletivos do país. O cenário é reforçado pelo Ranking Universitário da Folha (RUF), que aponta que oito das dez instituições mais bem avaliadas para o curso são universidades públicas, onde a concorrência costuma ser uma das mais acirradas do ensino superior.

 

Entre as instituições que lideram o ranking estão a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também figuram entre as mais bem avaliadas a UFRGS, UFRJ, UFPR e, como única instituição privada no Top 10, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

 

Universidades públicas concentram as vagas mais disputadas

 

O sistema brasileiro apresenta uma característica diferente da observada em diversos países. Enquanto nos Estados Unidos e no Reino Unido muitas das universidades de maior prestígio são particulares, no Brasil as instituições públicas concentram boa parte da excelência no ensino médico.

Essa realidade faz com que milhares de candidatos disputem anualmente um número limitado de vagas em universidades federais e estaduais, elevando significativamente as notas de corte.

Nas instituições que utilizam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso, como UFRJ e UFMG, os candidatos da ampla concorrência costumam precisar de médias ponderadas entre 780 e 825 pontos para alcançar uma vaga.

 

Vestibulares próprios exigem desempenho elevado

 

Além do Enem, diversas universidades mantêm vestibulares próprios com elevado grau de dificuldade.

Na Fuvest, responsável pela seleção da USP, a nota de corte para Medicina chegou a 80 pontos na primeira fase em 2026. Já na Unicamp, os candidatos precisaram alcançar pelo menos 60 acertos para avançar às etapas seguintes.

Os resultados demonstram que a preparação para Medicina exige domínio em diversas áreas do conhecimento, além de constância nos estudos ao longo do ano.

 

Redação pode ser decisiva na classificação

 

Embora muitos estudantes concentrem seus esforços em disciplinas como Biologia, Química, Física e Matemática, especialistas alertam que essa estratégia pode comprometer o desempenho final.

Segundo Amanda Voivodic, gerente de Conteúdo da FTD Educação, a produção textual e os conhecimentos em Linguagens e Humanidades possuem peso importante em diversos vestibulares.

Existe um equívoco muito comum entre os estudantes: achar que, por ser uma área de exatas e ciências da natureza, a produção textual e humanidades têm menos importância. Na prova da Fuvest e da Unicamp, especificamente, o desempenho em língua portuguesa e argumentação na produção dissertativa podem ser decisivos para um desempate na nota objetiva. Uma preparação que resulte em alta performance precisa contemplar tudo.”

A especialista destaca que uma preparação equilibrada aumenta as chances de um bom desempenho nos diferentes modelos de seleção.

 

Ferramentas gratuitas auxiliam na preparação

 

Para quem está em fase de preparação, plataformas educacionais podem complementar a rotina de estudos.

O portal gratuito FTD Resolve disponibiliza correções comentadas das provas do Enem dos últimos nove anos, além de conteúdos voltados para redação, resolução de questões e sugestões de temas frequentemente abordados nos exames.

Esses recursos permitem que os estudantes identifiquem seus pontos fortes, corrijam dificuldades e conheçam melhor o perfil das avaliações aplicadas nos principais vestibulares do país.

 

Universidades privadas também oferecem formação de qualidade

 

Apesar da predominância das instituições públicas nos rankings nacionais, Amanda Voivodic ressalta que as faculdades privadas também podem oferecer ensino de excelência.

 

O fato de as universidades gratuitas liderarem o ranking diz muito sobre o investimento histórico do Estado na pesquisa e formação médica. Mas isso em nenhuma hipótese significa que as instituições pagas sejam ruins, pelo contrário. Muitas têm excelentes programas, estrutura clínica e índices de aprovação no CRM comparáveis aos das faculdades de ponta. É importante pesquisar as possibilidades para ver como a instituição está avaliada. Algo unânime é que se formar no curso é difícil em qualquer lugar, e o vestibular já é o primeiro desafio dessa exigência.

 

Independentemente da instituição escolhida, especialistas concordam que a preparação consistente, o equilíbrio entre todas as disciplinas e o planejamento de longo prazo continuam sendo os principais diferenciais para quem busca conquistar uma vaga em um dos cursos mais concorridos do Brasil.

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