16 de julho de 2026
Menina de 12 anos sofre ataques racistas de colegas de escola
Família registrou boletim de ocorrência após estudante ser alvo de ofensas racistas em grupo criado por colegas; Secretaria de Educação informou que apura o caso.
Uma estudante de 12 anos foi alvo de ataques racistas atribuídos a colegas de escola em Praia Grande. O caso envolve alunos da Escola Municipal João Gonçalves, no bairro Aviação, e foi registrado pela família na Polícia Civil.
Segundo o relato da mãe, Karen Migotto Cunha, a adolescente foi adicionada a um grupo em uma rede social onde passou a receber ofensas relacionadas à cor da pele e ao cabelo. Entre as mensagens citadas pela família, a menina teria sido chamada de “macaca” e alvo de outros comentários discriminatórios.
A situação veio à tona no sábado (11), quando a mãe tomou conhecimento das mensagens após ser procurada pela filha. O episódio gerou preocupação na família, principalmente em relação ao retorno da estudante às aulas.
Família registrou boletim de ocorrência
Após ter acesso ao conteúdo das mensagens, a mãe da adolescente decidiu procurar as autoridades e registrar boletim de ocorrência. A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias do caso e identificar as responsabilidades.
De acordo com o relato da família, os ataques foram feitos por estudantes do 7º ano da unidade escolar. A mãe afirmou ainda que tentou intervir ao perceber a gravidade da situação e avisou aos envolvidos que procuraria a polícia.
O caso passou a ser tratado não apenas como um episódio de bullying, mas como uma denúncia de ofensas racistas contra uma menor de idade.
Mãe cobra proteção para a filha
A família também demonstra preocupação com a segurança emocional e física da adolescente no retorno às aulas. Segundo a mãe, a menina ficou abalada com as mensagens e com a exposição dentro do grupo.
Karen afirmou que procurou a escola para tratar do caso e cobrar providências. Para a família, a principal preocupação agora é garantir que a estudante seja acolhida e protegida no ambiente escolar.
Casos como esse reforçam a necessidade de resposta rápida das instituições de ensino, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional.
Prefeitura diz que apura o caso
A Prefeitura de Praia Grande informou, por meio da Secretaria de Educação, que repudia qualquer forma de violência ou bullying nas escolas municipais.
A administração municipal também afirmou que a situação será apurada. Caso as denúncias sejam confirmadas, poderão ser adotadas medidas disciplinares cabíveis.
A rede municipal está em período de recesso escolar, com retorno das aulas previsto para o dia 27 de julho. Até lá, a família espera que medidas sejam tomadas para garantir um ambiente seguro à estudante.
Racismo na escola exige resposta firme
O caso reacende o debate sobre racismo, bullying e violência no ambiente escolar. Quando ofensas raciais partem de colegas, o impacto pode ultrapassar o momento da agressão e afetar diretamente a autoestima, a segurança e o desenvolvimento emocional da vítima.
Especialistas em educação defendem que episódios desse tipo sejam enfrentados com acolhimento à vítima, responsabilização dos envolvidos e ações pedagógicas permanentes dentro das escolas.
Além da apuração formal, o trabalho educativo é essencial para combater comportamentos discriminatórios e construir um ambiente escolar mais seguro.
Caso segue em apuração
A Polícia Civil deve dar andamento à investigação com base no boletim de ocorrência e nos registros apresentados pela família.
A Secretaria de Educação também deve analisar a conduta dos alunos envolvidos e avaliar quais medidas serão adotadas no âmbito escolar.
Enquanto isso, a família cobra acolhimento e segurança para que a adolescente possa retornar às aulas sem medo de novas agressões.