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Jornal Acontece

13 de julho de 2022

Mês de julho alerta sobre conscientização do câncer de bexiga: confira 5 mitos e verdades

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Apesar da doença ser mais comum em idosos, os sintomas não devem ser ignorados em qualquer faixa etária. Oncologista tira principais dúvidas sobre o tema

 Com uma maior prevalência em pacientes com idade superior a 55 anos, é estimado que a cada ano do triênio 2020-2022 ocorram 10.640 novos casos de câncer de bexiga no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Dos diagnósticos, 7.590 são encontrados em homens e 3.050 em mulheres, indicando 7,23 novos casos a cada 100 mil pacientes do sexo masculino e 2,80 a cada 100 mil do sexo feminino.
 

No entanto, de acordo com a Dra. Pamela Carvalho Muniz, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, existem outros fatores de risco, além da idade, que podem colaborar para o surgimento do câncer de bexiga. “O tabagismo é um desses fatores; cerca de 50% a 70% dos casos da doença podem ocorrer devido ao hábito. Além disso, a exposição a diversos compostos químicos, como HPA, agrotóxicos, benzeno, entre outros, também contribuem para o desenvolvimento da neoplasia”, explica.

 

A especialista aponta ainda sinais que trazem alerta para doenças no aparelho urinário, incluindo o câncer de bexiga. “Em estádio inicial, a neoplasia pode ser assintomática, mas sintomas como presença de sangue na urina, vontade frequente de urinar e também dor ao urinar devem ser investigados”.

 

Tipos de câncer de bexiga
 

  • Carcinoma de células de transição: é o tipo mais comum da doença e tem início nas células do tecido mais interno da bexiga.
     
  • Carcinoma de células escamosas: bem menos frequente que o anterior, atinge as células planas e delgadas da bexiga depois de infecções ou irritações de longo prazo.
     
  • Adenocarcinoma: subtipo menos frequente, tem início nas células glandulares, podendo se formar na bexiga após longos períodos de inflamação ou irritação.
     

Diagnóstico e tratamento

 

Como estratégia, a detecção do tumor em fase inicial pode possibilitar maiores chances de sucesso no tratamento. Com isso, a realização de exames clínicos, radiológicos e também laboratoriais são fundamentais para a investigação completa. Já nas pessoas sem sinais da doença, mas que fazem parte de grupos com uma maior possibilidade de desenvolver a neoplasia, os exames periódicos também podem ser recomendados pelo especialista.

 

Quanto ao tratamento, é necessário uma avaliação individual de cada paciente, levando em consideração o grau da doença. No caso da cirurgia, pode ocorrer a remoção parcial (retirada do tumor ou parte do órgão) ou ainda total da bexiga. “Vale lembrar que quando a última alternativa é realizada, um novo órgão é reconstituído com o objetivo de armazenar a urina”, explica a Dra. Pamela Muniz.

 

A quimioterapia também pode ser realizada antes ou após o procedimento cirúrgico, justamente com o objetivo de eliminar as células cancerígenas que possam existir no local ou na corrente sanguínea.

 

Prevenção

 

Como forma de prevenir o surgimento do câncer, a oncologista reforça a importância de hábitos saudáveis na rotina. “Realizar atividades físicas regulares, moderar a ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar, beber bastante água e ter uma dieta balanceada e rica em frutas e fibras são essenciais para a manutenção da saúde e prevenção de diversas doenças, inclusive o câncer de bexiga”.

 

Abaixo, a Dra Pamela Carvalho Muniz comenta 5 mitos e verdades sobre o câncer de bexiga para ficar de olho
 

O câncer de bexiga pode comprometer a virilidade masculina

 

Mito. A doença em si não interfere na virilidade do homem. Contudo, a especialista explica que o tratamento pode causar impactos: “Quando são realizadas cirurgias extensas da retirada concomitante da próstata, das vesículas seminais ou o uso da radioterapia em algumas regiões, pode resultar em disfunções sexuais. Por isso, é muito importante conversar com o médico e falar a respeito da preocupação”, comenta.

 

Câncer de bexiga não tem cura
 

Mito. Até 80% dos pacientes com câncer de bexiga apresentam tumores superficiais, ou seja, de melhor prognóstico. “As chances de cura são maiores quando a doença é descoberta em estádio inicial e quando não há comprometimento de camadas mais profundas”.

 

O câncer de bexiga pode voltar

 

Infelizmente, sim. Por isso, é muito importante que o paciente tenha acompanhamento regular com seu urologista e com o seu oncologista. “Mesmo que a recidiva da doença possa ocorrer, ela é tratável na maioria dos casos sem comprometer a qualidade de vida do paciente”.

 

A presença de sangue na urina ocorre com 80% dos pacientes com câncer de bexiga

 

Verdade. O sintoma, também chamado de hematúria, é o resultado do rompimento de vasos sanguíneos que ficam no interior da mucosa da bexiga ou massa tumoral. “É importante ressaltar que esse não é um sintoma definitivo para o diagnóstico do câncer de bexiga, uma vez que pode ser confundido com outras doenças do trato urinário, como as infecções urinárias, prostatites benignas e cálculos renais”.

 

Idosos possuem risco aumentado de desenvolver câncer de bexiga

 

Verdade. A doença é mais comum em pacientes acima dos 55 anos. “Além disso, ser homem e branco também está entre os fatores de risco da neoplasia. Contudo, apesar da doença ser mais incidente nesta faixa etária, os sintomas não devem ser ignorados em qualquer idade. Por isso, procure sempre por atendimento caso algo fora do normal seja observado”, finaliza.
 

 

 

Sobre a Oncoclínicas
 
Fundada em 2010, a Oncoclínicas (ONCO3) é uma das maiores e mais relevantes instituições privadas no mercado de oncologia da América Latina. O grupo conta com 91 unidades, entre clínicas, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros integrados de tratamento do câncer, estrategicamente localizadas em 25 cidades brasileiras. Desde sua fundação, a Oncoclínicas passou por um processo de expansão com o propósito de se tornar a principal referência em tratamentos oncológicos em todas as regiões em que atua.
 
O corpo clínico da Companhia é composto por mais de 1.300 médicos especialistas com ênfase em oncologia, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pela linha de cuidado integral no combate ao câncer. A Oncoclínicas tem parceria exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado à Harvard Medical School, em Boston, EUA.
 
Para obter mais informações, clique aqui. 

 

 
OC Oncoclínicas CPO
 
Fundado há mais de três décadas, o Centro Paulista de Oncologia (CPO) passou a integrar o Grupo Oncoclínicas em 2013. A clínica oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico, com consultas médicas, tratamento oncológico ambulatorial (quimioterapia, hormonioterapia, drogas alvo, imunoterapia), medicamentos de suporte, acompanhamento médico durante internações hospitalares e uma equipe médica para suporte de emergências disponível 24 horas por dia.
 
Nosso corpo clínico é composto por profissionais especializados em oncologia clínica e hematologia, cuidadosamente selecionados por sua qualidade técnica e ética de trabalho, além de médicos especialistas em oncologia nas áreas de cardiologia, dermatologia, genética e medicina integrativa.
 
Em conjunto com a equipe administrativa, somos mais de 120 colaboradores e 50 médicos trabalhando pela missão de cuidar integralmente do paciente, com excelência, humanismo e ética.
 
O OC Oncoclínicas CPO oferece a todos os pacientes em tratamento ambulatorial uma equipe de enfermagem com experiência e capacitações técnicas e ainda farmácia clínica, psicologia, nutrição e reflexologia, complementando os cuidados necessários durante o tratamento.
 
Atualmente o OC Oncoclínicas CPO conta com duas unidades, localizadas nos bairros Vila Olímpia e Higienópolis. Para mais informações, clique aqui.

 

 

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