08 de novembro de 2022
Nesta terça e quinta, servidores protestarão na câmara municipal

Na foto, divulgação do protesto pelo Sindest
Funcionários aposentados e ativos da prefeitura de Santos protestarão na câmara municipal, a partir das 16 horas desta terça e quinta-feira (8 e 10), contra o prefeito Rogério Pereira (PSDB).
Organizada pelo sindicato dos 12 mil servidores municipais estatutários e 6 mil aposentados (Sindest), a manifestação faz parte da segunda fase da campanha salarial da categoria.
O pessoal não concorda com dois projetos de leis enviados ao legislativo em 1º de novembro, alegando que não contemplam os aposentados. A categoria tem amparo dos vereadores.
Chico Nogueira (PT) inclusive conseguiu formar comissão e obteve apoio dos colegas para convocar audiência pública, às 19 horas de 16 de novembro, a fim de debater o assunto.
Debate na ‘live’
Um dos projetos estabelece abono único de R$ 1 mil. O outro, correção de 20% no vale-refeição de R$ 503 e na cesta-básica de R$ 323. Segundo o sindicato, as perdas passam de 10%.
“Queremos reajuste incorporado aos salários, extensivo aos aposentados, e não abono”, diz o presidente do Sindest, Fábio Pimentel. Ele assegura que a prefeitura tem condições de atendê-los.
O sindicalista pondera que o superávit do município chegou a R$ 500 milhões e deverá atingir R$ 1 bilhão até o final do ano. O assunto foi abordado em ‘live’ do sindicato na noite de segunda-feira (7).
Anêmico e escabroso
“O prefeito age como capitão do mato e quer enfiar sua proposta goela abaixo”, disse no programa ao vivo, pelo Facebook e Youtube, o secretário-geral da entidade, Donizete Fabiano.
“É um reajuste anêmico, uma proposta escabrosa, um escárnio”, apontou o mediador da ‘live’, jornalista Willian Ribeiro. O diretor Carlinhos Nobre reclamou que o prefeito “não cumpre palavra”.
“Ele disse, na frente dos vereadores, na câmara, que daria aumento salarial e veio com abono. Não considera que os aposentados têm paridade com o pessoal da ativa”, disse o sindicalista.
‘Upas’ bem ruins
O diretor Rogério Catarino, por sua vez, comentou que seu xará (homônimo) “entrará para a história como o prefeito que quebrou a Capep” (caixa de assistência à saúde do funcionalismo).
Ele e Donizete explicaram que, como a caixa é mantida com contribuições dos trabalhadores e da prefeitura, baseadas nos salários, o achatamento salarial prejudica a arrecadação.
Carlinhos criticou também as terceirizações na área de saúde, dizendo que três ‘upas’ (unidades de pronto atendimento) estão em “situações bem ruins”.