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Jornal Acontece

22 de abril de 2026

Plataforma fala dos fetiches para o Dia Nacional do Corno

 | Jornal Acontece

Celebrado em 25 de abril, o Dia do Corno levanta debates sobre o fetiche cuckold e suas dinâmicas

 

Todo dia 25 de abril é celebrado o Dia do Corno, data que o Sexlog abraçou há anos como uma oportunidade de falar abertamente sobre um dos fetiches mais populares da plataforma.

De acordo com dados do site, mais de 592 mil usuários declararam o cuckold como uma de suas preferências, representando 32% dos participantes que preencheram o campo de fetiches. Em 2025, esse número chegou ao recorde de 46,6%.

 

O que é cuckold

 

Para quem ainda não conhece o termo: cuckold é o fetiche em que um dos parceiros encontra prazer em ver, ou saber, que o outro se relaciona sexualmente com outras pessoas, sempre com consentimento e combinado entre o casal.

Para quem é adepto, o fetiche não é traição, mas sim uma dinâmica baseada em acordo e confiança.

 

Você precisa ter certeza

 

Fagner é um dos homens que vivem o cuckold no dia a dia e afirma que a decisão exige clareza.

“Acredito que ‘arrependimento’ existe para quem não está 100% preparado para viver esse fetiche. A partir do momento que decidi expor minha vontade para minha esposa, eu já estava decidido”, diz.

Para quem ainda está em dúvida, ele recomenda um caminho gradual, começando por fantasias e conteúdos relacionados antes de partir para a prática.

 

Comunicação não é opcional

 

Jeff, que também vive o fetiche com a esposa, destaca a importância do diálogo.

“Não conversar é o maior erro que os casais cometem no começo. Tem que expor o que você quer, o que você acha, o que você gosta, o que pode e o que não pode”, afirma.

Segundo ele, regras bem definidas e respeito aos limites são fundamentais para que a dinâmica funcione.

 

O perfil de quem pratica

 

Os dados mostram que o perfil dos adeptos pode surpreender:

 

34,7% têm entre 35 e 44 anos

46,7% dizem que o fetiche fortalece o relacionamento

63,3% apontam a excitação em assistir como principal motivação

65,4% priorizam conexão e química

58,5% encontram parceiros na própria plataforma

Outro dado relevante: 48,4% preferem alternar entre assistir e participar.

 

Ciúme também faz parte

 

Apesar de ser uma prática consensual, o ciúme pode surgir e precisa ser trabalhado.

Relatos indicam que inseguranças podem aparecer, especialmente no início, reforçando a necessidade de maturidade emocional e alinhamento entre o casal.

 

Preconceito ainda existe

 

Quase 66% dos participantes da pesquisa afirmam já ter enfrentado algum tipo de preconceito em relação ao fetiche.

Apesar disso, o crescimento da prática mostra que o tema tem sido cada vez mais discutido de forma aberta.

 

Uma decisão consciente

 

Especialistas e praticantes reforçam que ninguém nasce adepto — a decisão de explorar esse tipo de relação deve ser consciente, baseada em diálogo, confiança e respeito.

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