12 de junho de 2026
Super El Niño coloca SP e Baixada em estado de atenção
Órgãos meteorológicos confirmam avanço do fenômeno e alertam para risco de chuvas intensas, alagamentos, ressacas e ondas de calor entre 2026 e 2027.
O avanço do El Niño 2026 já acende o alerta de meteorologistas, órgãos de monitoramento climático e Defesas Civis em todo o país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as condições para a instalação do fenômeno já estão presentes no Oceano Pacífico e a expectativa é de que seus efeitos sejam sentidos com maior intensidade entre o segundo semestre deste ano e o verão de 2027. Para o Estado de São Paulo e a Baixada Santista, os principais riscos envolvem chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos, ressacas marítimas e ondas de calor mais frequentes.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
De acordo com o INMET, a probabilidade de consolidação do fenômeno ultrapassa 80% ao longo do segundo semestre de 2026, podendo permanecer ativo até o início de 2027. condições dos oceanos Atlântico e Pacífico nos próximos meses. alagamentos, ressacas e períodos de calor acima da média histórica. risco de eventos severos caso o fenômeno se fortaleça nos próximos meses.
Há risco de um “Super El Niño”?
O termo “Super El Niño” tem aparecido com frequência nos últimos meses, mas os especialistas recomendam cautela.
Embora existam projeções indicando a possibilidade de um evento forte, ainda não há consenso científico sobre sua intensidade final. O que existe neste momento é a confirmação de que o fenômeno está em desenvolvimento e deverá influenciar o clima brasileiro entre o final de 2026 e o início de 2027.
O que acontece agora
Os próximos meses serão decisivos para confirmar a intensidade do El Niño 2026. O INMET, o INPE e centros internacionais de monitoramento climático seguem acompanhando a evolução das temperaturas do Oceano Pacífico.
Enquanto isso, órgãos de Defesa Civil e administrações municipais já iniciam avaliações preventivas para reduzir os impactos de possíveis eventos extremos, especialmente em regiões vulneráveis como a Baixada Santista.