05 de junho de 2026
Vídeo mostra voz usada por mulher que fingia ter 12 anos
Gravação divulgada após a prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira revela um dos recursos utilizados para sustentar a falsa identidade que enganou uma família por mais de um ano em Santa Catarina.

Vídeo mostra voz usada por mulher que fingia ter 12 anos
Um novo detalhe envolvendo o caso que ganhou repercussão nacional após a prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira está chamando atenção nas redes sociais. Uma gravação divulgada após a descoberta da fraude mostra a voz infantilizada que teria sido utilizada pela mulher para sustentar a falsa identidade de uma menina de 12 anos.
O conteúdo passou a circular poucos dias depois da revelação de que Amanda, de 37 anos, viveu durante aproximadamente 14 meses com uma família de Joinville, em Santa Catarina, que acreditava estar acolhendo uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
A gravação trouxe uma nova perspectiva para o caso e ajudou a explicar como a falsa identidade foi mantida por tanto tempo sem despertar suspeitas imediatas.
Gravação reforça versão apresentada às vítimas
Nas imagens que circulam nas redes sociais, Amanda aparece utilizando uma voz considerada compatível com a idade que dizia ter. O material rapidamente repercutiu entre internautas e passou a ser apontado como um dos elementos que ajudavam a sustentar a narrativa apresentada às pessoas que conviviam com ela.
Segundo relatos divulgados durante a investigação, a mulher mantinha uma série de comportamentos infantilizados. Entre eles estavam o uso de chupeta, mamadeira, objetos infantis e hábitos associados a uma criança ou adolescente.
A voz infantilizada surge agora como mais um componente da encenação que teria sido utilizada para reforçar a falsa identidade.
Caso ganhou repercussão nacional
A história veio à tona após familiares e pessoas próximas começarem a desconfiar da versão apresentada pela suposta adolescente.
As suspeitas levaram a buscas por informações e à comparação com registros de ocorrências semelhantes em outros estados. A partir disso, a Polícia Civil identificou que a pessoa acolhida pela família era, na realidade, uma mulher adulta.
As investigações apontam que Amanda utilizava histórias de vulnerabilidade, abandono e violência para conquistar a confiança de pessoas dispostas a ajudá-la.
Comportamentos chamaram atenção durante investigação
De acordo com informações reunidas pelas autoridades, a mulher alegava possuir diversas condições de saúde e justificava sua aparência física e comportamentos com histórias relacionadas a traumas e abusos sofridos no passado.
Durante o período em que viveu com a família, ela recebia moradia, alimentação, assistência médica e apoio emocional.
O caso chamou atenção pela complexidade da encenação e pelo vínculo criado com as vítimas, que acreditavam estar ajudando uma adolescente em situação de risco.
Polícia investiga possíveis ocorrências semelhantes
A Polícia Civil também apura informações sobre episódios registrados em outros estados brasileiros que apresentam características semelhantes.
As investigações buscam identificar possíveis vítimas e verificar se o mesmo padrão de comportamento foi utilizado em diferentes regiões do país.
Enquanto isso, a divulgação da gravação da voz infantilizada acrescenta um novo capítulo a um dos casos mais comentados dos últimos dias e ajuda a compreender os mecanismos utilizados para manter a falsa identidade por tanto tempo.