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14 de julho de 2026

Protesto de caminhoneiros trava acesso ao Porto de Santos e provoca congestionamento na Serra

Fluxo intenso de caminhões levou a Ecovias a adotar plano de contingência; categoria pressiona o Senado pela votação da MP do Frete.

 

 

 

O segundo dia de protestos dos caminhoneiros que atendem o Porto de Santos provocou reflexos no trânsito da Baixada Santista na manhã desta terça-feira (14). O elevado fluxo de veículos de carga em direção aos pátios reguladores gerou congestionamentos em trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), levando a Ecovias a colocar em prática um plano de contingência para preservar a fluidez do tráfego.

Como parte da operação, caminhões foram direcionados para a Interligação Planalto, onde permaneceram retidos temporariamente. A liberação ocorreu de forma gradual, conforme as condições do trânsito, com o objetivo de evitar o agravamento da situação na descida da serra e reduzir os impactos no sistema viário de Cubatão e no acesso ao Porto de Santos.

Embora os congestionamentos tenham ocorrido durante a mobilização, a Ecovias informou que não confirma uma relação direta entre o protesto e a lentidão, atribuindo a adoção da medida ao alto volume de caminhões que se dirigiam aos pátios reguladores.

 

Caminhoneiros cobram votação da MP do Frete

 

A mobilização, iniciada na segunda-feira (13), reúne caminhoneiros autônomos que reivindicam a votação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, antes do vencimento do prazo de validade.

Na segunda-feira, manifestantes se concentraram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para conversar com motoristas e defender a aprovação da proposta. O movimento continuou nesta terça-feira e segue sendo acompanhado pelas autoridades.

 

O que muda com a MP do Frete

 

Segundo as entidades que representam os caminhoneiros, a medida provisória busca fortalecer a fiscalização do transporte rodoviário de cargas e ampliar a proteção aos transportadores autônomos.

  • Fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete;
  • Obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT);
  • Combate a irregularidades na contratação de fretes;
  • Maior segurança jurídica para caminhoneiros autônomos.

Os manifestantes afirmam que a votação é considerada fundamental para garantir remuneração adequada à categoria.

 

Porto de Santos continua operando

 

Apesar dos impactos no trânsito, não há registro de paralisação das operações do Porto de Santos. Os reflexos foram concentrados principalmente nos acessos rodoviários ao complexo portuário.

Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes devem acompanhar as condições do tráfego antes de viajar, já que novas alterações podem ocorrer de acordo com a evolução da manifestação e do fluxo de caminhões.

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