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Jornal Acontece

10 de julho de 2023

71 milhões de brasileiros endividados, como sair do vermelho até o fim do ano?

 | Jornal Acontece

Colocar a vida financeira em dia exige comprometimento e mudança de postura em relação às finanças. Não será exatamente rápido sair das dívidas, mas com um bom planejamento é possível encerrar o ciclo de endividamento.

 

A falta de planejamento financeiro é um dos grandes responsáveis pelo alto índice de inadimplência no país. De acordo com o último Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa, o Brasil atingiu 71,9 milhões de famílias endividadas, um total de 44,9% de lares no país. Já o estado de São Paulo está em 10º lugar no ranking de inadimplentes, batendo 45,9% de devedores.

 

A professora do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera, Ma. Valéria Vanessa Eduardo, ressalta que sair das dívidas é tarefa difícil e que exige bastante determinação. “Normalmente a pessoa se torna inadimplente por manter o padrão de consumo e gastos acima de suas capacidades financeiras. Obviamente, existem exceções como gastos inesperados com doença, família etc., mas em todos os casos, cuidar das contas e honrar seus compromissos é essencial”, explica a docente.

 

Ainda de acordo com Valéria, o maior vilão do endividamento das famílias são os cartões de crédito, cuja taxa média está em 201% ao ano e o percentual médio do cartão rotativo (cobradas de clientes que não quitam toda a fatura mensal) é de 448% ao ano, ou seja, é um crédito ruim. “Importante destacar que 75% dos brasileiros parcelam suas compras, e o cartão de crédito se tornou uma saída para suprir necessidades básicas. Entretanto, a inadimplência com cartão chega a mais de 50%, evidenciando como altas taxas de juros e inflação afetam significativamente o orçamento das famílias”, completa.

 

Para evitar o endividamento e alcançar a estabilidade financeira até o final do ano, a especialista sugere algumas estratégias simples e eficazes: relacione todas as dívidas e entre em contato com os credores para negociar os pagamentos, procure feirões que ofereçam descontos de até 99% para renegociar suas dívidas e utilize o 13º salário para amortizar essas pendências. “É crucial que o endividado só feche acordos se as condições forem compatíveis com sua realidade financeira. Quebrar o contrato de débito pode levar à perda dos descontos oferecidos, cancelamento da renegociação e retomada de juros”.

 

Além disso, a professora destaca a importância do autoconhecimento para evitar novas dívidas. Compreender o motivo das compras, evitar compras compulsivas, comparações sociais, materialismo e vulnerabilidade de consumo são fatores cruciais para um melhor controle financeiro. Para equilibrar a renda, Valéria sugere destinar 50% para gastos essenciais, como aluguel, alimentação e transporte; 30% para estilo de vida, como academia e lazer; e 20% para pagamento de empréstimos ou investimentos.

 

A especialista enfatiza a importância de evitar o uso desordenado do cartão de crédito e recomenda estabelecer objetivos claros, como sair do endividamento, adquirir um imóvel ou fazer uma viagem, para motivar a família a ter maior consciência financeira.

 

Para evitar novas dívidas, Valéria oferece as seguintes dicas:

 

Tenha uma planilha de controle de gastos, incluindo despesas fixas mensais e gastos com cartão de débito.

 

Faça uma lista antes de ir ao supermercado, defina uma data fixa para compras mensais e pesquise preços.

 

Evite ter muitos cartões de crédito, priorize o pagamento à vista e, se precisar parcelar, escolha o número de parcelas sem juros.

 

Opte por um carro mais econômico e faça revisões regularmente para evitar gastos excessivos com reparos.

 

Planeje passeios com uma média de gastos prevista e busque opções de lazer gratuitas.

 

Adote hábitos de consumo consciente para economizar alimentos, água e energia.

 

Ao renovar o contrato de aluguel, proponha uma renegociação ao proprietário e explique sua situação.

 

Por fim, Valéria aconselha organizar-se para os pagamentos sazonais do primeiro trimestre do ano, como IPTU, IPVA e mensalidades escolares, e utilizar o 13º salário para fazer reservas, se possível. “Seguindo essas orientações, é possível alcançar a tão desejada estabilidade financeira”.

 

Sobre a Anhanguera 

 

Fundada em 1994, a Anhanguera oferece educação de qualidade e conteúdo compatível com as necessidades do mercado de trabalho por meio de seus cursos de graduação, pós-graduação, cursos Livres, preparatórios, com destaque para o Intensivo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); profissionalizantes, nas mais diversas áreas de atuação; EJA (Educação de Jovens e Adultos) e técnicos, presenciais ou a distância, visando o conceito lifelong learning, no qual proporciona acesso à educação em todas as fases da jornada do aluno. São mais de 15 mil profissionais e professores entre especialistas, mestre e doutores.

 

Além disso, a instituição presta inúmeros serviços à população por meio das Clínicas-Escola, na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas. A Anhanguera tem em seu DNA a preocupação em compartilhar conhecimentos com toda a sociedade a fim de impactar positivamente as comunidades ao entorno das instituições de ensino. Para isso, conta com o envolvimento de seus alunos e colaboradores a partir de competências alinhadas às práticas de aprendizagem e que contribuem para o desenvolvimento do País.

 

Com grande penetração no Brasil, a Anhanguera está presente em todas as regiões com 106 unidades próprias e 1.398 polos em todos os estados brasileiros.

 

Acesse o site e o blog para mais informações.

 

 

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