21 de julho de 2023
Mulher transexual é presa, por dano ao patrimônio publico, em UPA do litoral, após ser chamada por pronome errado
Uma mulher transexual foi presa em flagrante, na manhã da última segunda-feira (17), por dano ao patrimônio público.
Segundo relatos, a mulher, não identificada, se irritou após um recepcionista da UPA de Peruíbe, chamar sua atenção por estar na porta de um consultório “atrapalhando” o atendimento de um paciente. O homem se referiu a ela utilizando o pronome masculino, iniciando assim uma confusão onde a moça quebrou o acrílico da recepção, pois a jovem exigia ser chamada pelo seu nome social feminino.
Segundo o relato da mulher trans, ela foi até o posto de saúde para tentar conseguir ajuda financeira para viajar para São Paulo, mas ficou nervosa porque o funcionário a chamou de “ele”. Ela ainda reforçou, que “isso hoje em dia é homofobia”.
Uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada para a unidade, que fica na Rua Professora Terezinha Rodrigues Kalil, conduzindo a mulher à Delegacia de Peruíbe, onde foi autuada por dano contra o patrimônio público. A pena para esse tipo de crime pode ser de detenção de seis meses a três anos.
PREFEITURA DE PERUÍBE
A Prefeitura de Peruíbe informou, em nota, que a pessoa envolvida no caso não chegou a abrir a ficha.
Sendo assim, a vítima não teria se apresentado na unidade formalmente como uma pessoa transexual, fato que apenas informou posteriormente, utilizando como justificativa para o ato que praticou.
A Administração também reforçou que, de acordo com as testemunhas, ela foi até a unidade pedindo dinheiro para quem estava no local, pouco antes das 6 horas de segunda-feira (17), inclusive na frente do consultório médico, o que atrapalhava quem passava pelo atendimento médico.
Neste momento, a Prefeitura disse que um recepcionista da unidade pediu para a mulher que não permanecesse em frente ao consultório, para não atrapalhar o atendimento médico. Diante disso, em uma atitude agressiva, ela foi até o balcão e danificou o patrimônio com a justificativa de estar indignada por não ter sido chamada por pronome feminino.