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23 de abril de 2018

ABM

Composições do cubatense Roberto Farias entram pra Academia Brasileira de Música

Obras do maestro estarão disponíveis no banco de partituras da instituição
Composições do cubatense Roberto Farias agora fazem parte do acervo da Academia Brasileira de Música, a ABM. Oito obras do maestro serão disponibilizadas por meio do Banco de Partituras da instituição, no site www.abmusica.org.br e poderão ser adquiridas por lá mesmo.
Entre as músicas do artista cubatense figuram: “Tribute to BACH”, “Asa Branca Fantasia” e “Rapsódia Infantil” para formação de banda sinfônica; “Tres Escenas de Amor”, para duo de violino e viola; “Sin Misura”, para contrabaixo solo, viola-solo, euphonium-solo e tuba-solo; “Dis-TENSÕES”, escrita para contrabaixo solo; “Speaking BACH”, com versões para marimba-solo, viola-solo, saxofone-solo e euphonium-solo; e “VIOLA-Variations in 5”.
A Academia Brasileira de Música foi fundada por Villa-Lobos e funciona, entre outras ações, como um editorial de música, profissionalizando a atividade do compositor. “É uma forma de dar legitimidade à circulação do editorial musical brasileiro e promover a proteção aos direitos autorais. As partituras são disponibilizadas por meio de venda e locação do material, a exemplo do que acontece no resto do mundo, porém, dentro de padrões brasileiros”, afirma Farias.
Segundo Roberto, os valores praticados pela ABM ainda são simbólicos, mas ela já cria essa consciência de respeito pelo direito de autor e ao editorial  – material original ou autorizado. Além de compositor, Roberto também é regente e afirma que o exercício da criação é um ingrediente imprescindível á compreensão de qualquer obra musical, salientando: “É assim que vejo a música: do ponto de vista do compositor, do regente e do instrumentista. Num conceito mais sublime, é a possibilidade de um permanente diálogo com a criação musical”.
Mais de meio século dedicado à música – Roberto Farias poderia ter sido engenheiro ou arquiteto, se prevalecesse o conceito ditado à época de sua infância e adolescência. Mas o dom musical que, aos 7 anos, já demonstrava, mudou completamente a visão daqueles que ainda não o apoiavam na carreira artística. Músico de tradição evangélica – seu pai era pastor, amante das letras e músico autodidata – teve a formação musical através de professores particulares, e durante a escola primária ganhava destaque tocando hinos patrióticos e canções escolares ao trompete. Aos 11 anos fez seu primeiro arranjo musical.  
Em 1970 formou uma banda musical no Colégio Afonso Schmidt, em Cubatão, onde estudava. A motivação veio após notar que a escola possuía um instrumental completo para formação de uma banda, faltando apenas alguém para conduzir o projeto. No dia 4 de abril daquele ano, acontecia, então, a estréia de Roberto Farias como maestro da Banda Musical Afonso Schmidt. Tinha apenas 15 anos de idade. Este grupo foi, posteriormente, oficializado como Banda Musical de Cubatão, dando origem à atual Banda Sinfônica de Cubatão.
Durante os primeiros anos da carreira, Farias já produzia o próprio repertório, transcrevendo arranjos completos e obras originais, em uma época em que não existiam arranjos para banda disponíveis no mercado. Em sua sólida formação como regente, inspirou-se em nomes como Paul Bernard, Williams Nichols, Gerard Devos, Fábio Mechet e o célebre Eleazar de Carvalho.
Vencedor de um grande número de concursos e campeonatos de bandas em níveis regional, estadual e nacional, Roberto Farias foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da linguagem sinfônica no Brasil, a partir do momento em que se vê envolvido com o projeto de profissionalização da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, da qual foi o diretor artístico e regente de 1989 a 2000.  
Do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão ao Curso Internacional de Verão do Brasil, o maestro Roberto Farias já passou pelos mais importantes festivais de música do País como professor de regência e prática de sinfônica. Por mais de 20 anos lecionou na Universidade Livre de Música Tom Jobim, hoje a Emesp – Escola de Música do Estado de São Paulo. Foi regente convidado de várias orquestras brasileiras, acumulando, também, atuações no exterior como na Banda Sinfônica da Universidade da Pensilvânia, da Academia da Força Aérea Norte-americana, de Montevideu e da Província de Córdoba, na Argentina. O maestro é, ainda, membro da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte – e foi o primeiro brasileiro a integrar o Conselho Diretor da Associação Mundial das Bandas Sinfônicas.
Além disso, vários compositores contemporâneos têm dedicado obras a Roberto Farias, um dos mais destacados especialistas na literatura para sopros e percussão da América Latina. Dedicatórias assinadas por nomes como Alfred Reed, Mário Ficarelli, Almeida Prado, Fernando Morais, Edmundo Villani-Côrtes, entre outros.

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